PAT 2017 - Capítulo em Livro Técnico-Científico
1
Plano de Ação: .....  
Descrição: MONNERAT, R. G.;  NACHTIGALL, G. R.;  CRUZ, I.;  BETTIOL, W.;  CAMPO, C. B. H.   The role of Embrapa in the development of tools to control biological pests: a case of success.  In: FIUZA, L. M.; POLANCZYK, R. A.; CRICKMORE, N. (Ed.). Bacillus thuringiensis and Lysinibacillus sphaericus: characterization and use in the field of biocontrol. Cham: Springer, 2017. cap. 13, p. 213-222.     
Parceria/partes: Embrapa Clima Temperado (CPACT),  Embrapa Milho e Sorgo (CNPMS),  Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen),  Embrapa Soja (CNPSO),   
Conteúdo: Abstract: Brazil has an impressive consumption of agrochemicals, but the intensive use of synthetic agrochemicals in agriculture causes a variety of problems, such as contamination of food, soil, and water, impact animals, cause intoxication of farmers, and development of pest resistance. In addition, they are responsible for biological imbalance, changing the cycling of nutrients and organic matter by eliminating beneficial organisms, and reducing biodiversity. Over the last few decades, the Brazilian Agricultural Research Corporation (Embrapa) has generated significant basic knowledge on the biological control of agricultural and urban pests, diseases, and invasive plants, as well as their integration into existing agricultural systems. In 2013, the theme “biological control” gained even greater prominence and priority at Embrapa through the creation of a specific research portfolio for this subject. The portfolio of research, development, and innovation (R&D&I) projects for biological control has as a priority for the development of biological control technologies and their insertion in the integrated management of pests of agricultural interest that are resistant to synthetic chemical pesticides; those related to crops with insufficient phytosanitary support, considered as “minor crops”; to large crops and those affecting animal welfare or production facilities. 
Observaçao: ISBN: 978-3-319-56678-8 (impresso), ISBN: 978-3-319-56678-8 (eBook).
DOI: 10.1007/978-3-319-56678-8
Pendência: Plano de Ação associado.  (ID_PAT: 20710)
2
Plano de Ação: .....  
Descrição: ANGELOTTI, F.;  GHINI, R.;  BETTIOL, W.   Como o aumento da temperatura interfere nas doenças de plantas?.  In: BETTIOL, W.; HAMADA, E.; ANGELOTTI, F.; AUAD, A. M.; GHINI, R. (Ed.). Aquecimento global e problemas fitossanitários. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p.116-143.   
Parceria/partes: Embrapa Semiárido (CPATSA),   
Conteúdo: Diversos estudos têm sido desenvolvidos sobre o efeito do clima no desenvolvimento de epidemias de doenças de plantas (EVANS et al., 2008; MILUS et al., 2009; SHARMA et al., 2007). Estes trabalhos são de extrema importância na Fitopatologia, pois o clima e a ocorrência de doenças estão diretamente relacionados. Sabese que a ocorrência de doenças em plantas está vinculada a três elementos: hospedeiro suscetível, patógeno virulento e ambiente favorável, que compõem o que se denomina por triângulo da doença (Figura 1). Qualquer modificação em um desses fatores pode provocar uma alteração na intensidade da doença ou na sua taxa de desenvolvimento. Chappelka e Grulke (2016) estudaram como alterações químicas e físicas do ambiente, causadas pelas mudanças climáticas e poluição do ar, perturbarão o clássico triângulo das doenças e incorporaram essas alterações em uma expansão deste triângulo (Figura 2). Os autores afirmam que as alterações químicas no ar e as subseqüentes alterações físicas no ambiente causarão um grande efeito nas doenças. Recomendaram, ainda, que essas alterações deveriam ser consideradas nos projetos de pesquisa, bem como em suas análises e nos modelos empíricos dos efeitos dos agentes fitopatogênicos. A incidência, distribuição geográfica e a severidade de uma doença estão condicionadas à ação direta do ambiente sobre o patógeno e sobre a planta hospedeira. No ambiente, a temperatura é um dos principais elementos climáticos que influencia todas as fases de crescimento do hospedeiro e também no ciclo de vida do patógeno (AGRIOS, 2005). Assim, as alterações na temperatura poderão causar impactos sobre a ocorrência de doenças em plantas. De maneira geral, os impactos da temperatura sobre a planta hospedeira podem interferir no seu crescimento, fisiologia, morfologia, reprodução e sobrevivência, causando alterações na interação com os microrganismos simbiontes, com os insetos e na competição com plantas invasoras, bem como na resistência a fitopatógenos e insetos -pragas. Além disso, a temperatura pode afetar o patógeno, por meio de interferências diretas no ciclo de vida, na dispersão e na sobrevivência dos microrganismos. Indiretamente, a temperatura pode afetar as interações de parasitismo e competição (AGRIOS, 2005). 
Observaçao: Acessível em http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1077623
Pendência: PA SEG associado. (ID_PAT: 21032)
3
Plano de Ação: .....  
Descrição: KIKUCHI, Y.;  PRADO, S. S.;  JENKINS, T. M.   Symbiotic microorganisms associated with pentatomoidea.  In: McPherson, J. E. (Ed.). Invasive stink bugs and related species (pentatomoidea). Biology, Higher Systematics, Semiochemistry, and management. Florida, United States: CRC Press, 2017.  p. 621-654.   
Parceria/partes: University of Georgia,   
Conteúdo: Heinrich Anton de Bary (1879), a German plant pathologist, defined symbiosis as a close association between different organisms. Among diverse symbiotic associations in nature, the most cohesive form is endosymbiosis, an association in which one partner is a symbiont (usually microorganisms including fungi, Archaea, and bacteria) that lives inside the body of and intimately interacts with the other partner called host (usually animals, plants, and some protists). Sometimes, the microbial associates are harmful or even lethal to the host organisms, and in those cases, the microbe is regarded as a pathogen or parasite. Some microorganisms that have neutral effects on the host organisms are called commensalists. In contrast, several microbial associates benefit the host organisms owing to their versatile metabolic abilities that result in significant ecological and evolutionary advantages to the host organisms; such microbial associates are called mutualists. For example, leguminous plants can grow under nitrogen-deficient soil conditions; this ability is conferred to the plant by Rhizobium symbionts that fix atmospheric dinitrogen and provide the hosts with fixed nitrogen compounds such as nitrate and amino acids (Gualtieri and Bisseling 2000). Bobtail squids harbor luminescent Vibrio in a specific light organ and use the bacteria to hide from predators (Nyholm and McFall-Ngai 2004). Corals are tightly associated with photosynthetic dinoflagellates (Muscatine 1973). The human gut is colonized by a large number of diverse microorganisms that play pivotal roles in the processes of metabolism, immunity, and development of gut organs (Ley et al. 2006). In addition, the evolutionary origin of mitochondria and chloroplasts is believed to be endosymbiotic microorganisms (Margulis and Fester 1991). Hence, nature is full of endosymbiosis that have accelerated organismal evolution. Recent development of molecular experimental techniques such as polymerase chain reaction, DNA sequencing, molecular phylogenetic analysis, in situ hybridization, and next-generation sequencing has revolutionized the entire world of microbial ecology, which has in turn revealed the ecological and evolutionary aspects of endosymbiosis. In this chapter, we present an overview of the current knowledge concerning the diversity of endosymbioses in pentatomomorphan insects, with a special focus on the well-studied symbiotic systems of the southern green stink bug, Nezara viridula (L.) (family Pentatomidae) and the kudzu bug, Megacopta cribraria (F.) (family Plataspidae). 
Observaçao: ISBN: 9781498715089.
Pendência: Plano de ação associado. (ID_PAT: 21247)
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Plano de Ação: .....  
Descrição: URCHEI, M. A.   Agroecologia e a crise da sociedade atual.  In: [FAGUNDES, G. G. ... et al.]; [SOUZA, A. M. ... et al.] (coord). Marco referencial de agroecologia / Rede de Agroecologia da Unicamp. Campinas, SP: Biblioteca / Unicamp, 2017. pt. 1. p. 23-26.      
Parceria/partes:  
Conteúdo: A sociedade humana atual vive uma ampla e grave crise. É uma crise de várias e profundas dimensões, ou seja, económico-financeira, energética, ambiental, sociocultural, política, tecnológica, alimentar, de solidariedade e ética. É uma crise de paradigma e de incertezas com respeito ao nosso futuro no planeta terra. É uma crise de escala e de urgência sem precedentes em toda a história da humanidade (CAPRA, 2006). ... 
Observaçao: ISBN: 978-85-85783-69-3.
Pendência: PA SEG associado. (ID_PAT: 21252)
5
Plano de Ação: .....  
Descrição: CAMARGO, R. C. R.;  CANUTO. J. C.;  URCHEI, M. A.   Uso integrado de abelhas em sistemas agrícolas no contexto da agrobiodiversidade.  In: BUSTAMANTE, P. G.; BARBIERI, R. L.; SANTILLI, J. (Ed.). Conservação e uso da agrobiodiversidade: relatos de experiências locais. Brasília, DF: Embrapa, 2017. 512 p. il. color. (Coleção Transição Agroecológica, v. 3).  p. 471-486.   
Parceria/partes: Embrapa Meio Norte (CPAMN),   
Conteúdo: Considerações e orientações sobre o uso de abelhas integrado a sistemas agroflorestais. 
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-719-9.
Pendência: PA SEG associado. (ID_PAT: 21610)
6
Plano de Ação: .....  
Descrição: CANUTO. J. C.;  SILVEIRA, M. A. da;  FERRAZ, J. M. G.;  CORRALES, F. M.   História, concepções e reflexões sobre a agroecologia na Embrapa Meio Ambiente.  In: URCHEI, M. A.; CANUTO, J. C. (Ed.). Trajetória das ações em agroecologia na Embrapa Meio Ambiente. Brasília, DF: Embrapa, 2017. Cap. 1. p. 8-26.     
Parceria/partes: UNIARA-CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAQUARA,   
Conteúdo: O presente capítulo procura contextualizar a questão ecológica em relação ao processo mais abrangente do desenvolvimento da agricultura brasileira e, especificamente, ao âmbito da pesquisa neste campo. Considera-se que o desenvolvimento da agricultura, movido pelos ditames da chamada “Revolução Verde” criou as condições de enfraquecimento do campesinato, concentrando terra e poder nas mãos de poucos. Segundo Aguiar (1988), a institucionalização da Embrapa não foi algo desconectado do movimento maior da política federal, ou uma mera ação de adequação formal das antigas estruturas de pesquisa, mas foi resultado de uma estratégia clara de reorganização do Estado para dar base ao processo já em curso de modernização da economia como um todo e da agricultura especificamente, com o objetivo de inserir o País no processo de sua internacionalização dependente. 
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-844-8.
Acessível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/185371/1/2018LV01.pdf
Pendência: código SEG associado. (ID_PAT: 21696)
7
Plano de Ação: .....  
Descrição: CORRALES, F. M.;  URCHEI, M. A.;  CAMARGO, R. C. R.;  MALAGODI-BRAGA, K. S.   Ações de agroecologia no Leste Paulista.  In: URCHEI, M. A.; CANUTO, J. C. (Ed.). Trajetória das ações em agroecologia na Embrapa Meio Ambiente. Brasília, DF: Embrapa, 2017. Cap. 2. p. 27-47.     
Parceria/partes: Embrapa Meio Norte (CPAMN),   
Conteúdo: O Leste Paulista constitui-se em um território com características peculiares relacionadas aos meios físico, social, cultural e econômico. Formado por 90 municípios (Figura 1 e Anexo 1), apresenta expressiva presença de estabelecimentos rurais localizados em relevo ondulado, entre 8% e 20% de declividade. Em virtude dessas condições topográficas, muitos desses municípios apresentam restrições ao uso de mecanização agrícola e elevados riscos de erosão do solo, o que demanda a utilização de práticas sustentáveis de produção agropecuária. 
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-844-8.
Acessível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/185371/1/2018LV01.pdf
Pendência: código SEG associado. (ID_PAT: 21697)
8
Plano de Ação: .....  
Descrição: URCHEI, M. A.;  QUEIROGA, J. L. de   Ações de agroecologia no Pontal do Paranapanema, SP.  In: URCHEI, M. A.; CANUTO, J. C. (Ed.). Trajetória das ações em agroecologia na Embrapa Meio Ambiente. Brasília, DF: Embrapa, 2017. Cap. 3. p. 48-72.     
Parceria/partes:  
Conteúdo: O Pontal do Paranapanema é uma região localizada ao Sudoeste do estado de São Paulo e é formada por 32 municípios. Possui uma área de mais de 18.400 Km² e fisicamente é delimitada pelos rios Paranapanema ao sul, o Peixe ao norte e o Paraná a oeste. Esta região tem uma população de mais de 580 mil habitantes, dos quais quase 55 mil vivem na zona rural, o que corresponde a mais de 9,5% (IBGE, 2010). 
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-844-8.
Acessível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/185371/1/2018LV01.pdf
Pendência: código SEG associado. (ID_PAT: 21698)
9
Plano de Ação: .....  
Descrição: CAMARGO, R. C. R.;  CANUTO. J. C.;  ROQUE, A. de A.   Ações de agroecologia na Região de Franca, SP.  In: URCHEI, M. A.; CANUTO, J. C. (Ed.). Trajetória das ações em agroecologia na Embrapa Meio Ambiente. Brasília, DF: Embrapa, 2017. Cap. 4. p. 73-94.     
Parceria/partes: Embrapa Meio Norte (CPAMN),  UFSCar - Universidade Federal de São Carlos - campus Araras,   
Conteúdo: O início da inserção da Agroecologia pela equipe da Embrapa Meio Ambiente na região de Franca se deu em 2010, em função da articulação institucional da Embrapa, que foi indicada para gerir recursos oriundos de emendas parlamentares no estado de São Paulo e que deveriam ser direcionadas para a agricultura familiar nas regiões de Franca e Pontal do Paranapanema. 
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-844-8.
Acessível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/185371/1/2018LV01.pdf
Pendência: código SEG associado. (ID_PAT: 21699)
10
Plano de Ação: .....  
Descrição: NEVES, M. C.;  MORICONI, W.;  CANUTO. J. C.;  CORRALES, F. M.;  MALAGODI-BRAGA, K. S.;  CAMARGO, R. C. R.;  QUEIROGA, J. L. de;  RAMOS-FILHO, L. O.;  URCHEI, M. A.;  RAMOS, M. S. T. A. dos S.   O sítio agroecológico da Embrapa Meio Ambiente.  In: URCHEI, M. A.; CANUTO, J. C. (Ed.). Trajetória das ações em agroecologia na Embrapa Meio Ambiente. Brasília, DF: Embrapa, 2017. Cap. 5. p. 95-115.     
Parceria/partes: Embrapa Meio Norte (CPAMN),   
Conteúdo: Este capítulo apresenta um relato da experiência de implantação e desenvolvimento de uma área de observação, pesquisa, demonstração e disseminação de conhecimento agroecológico denominada Sítio Agroecológico, localizado na Embrapa Meio Ambiente. 
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-844-8.
Acessível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/185371/1/2018LV01.pdf
Pendência: código SEG associado. (ID_PAT: 21700)
11
Plano de Ação: .....  
Descrição: ABREU, L. S. de;  BELLON, S.   Perspectivas sociológicas em agroecologia no âmbito de um projeto de intercâmbio entre o Brasil e a França..  In: URCHEI, M. A.; CANUTO, J. C. (Ed.). Trajetória das ações em agroecologia na Embrapa Meio Ambiente. Brasília, DF: Embrapa, 2017. Cap. 6. p. 116-136.     
Parceria/partes: INRA - Institut National de la Recherche Agronomique,   
Conteúdo: Este capítulo visa apresentar o relato das atividades de pesquisas realizadas em cooperação internacional que teve como objetivo primordial estruturar o intercâmbio entre pesquisadores e estudantes brasileiros e franceses em torno de temas de pesquisas relacionadas à emergência e evolução da Agroecologia no Brasil e na França. Apesar da relevância dos antecedentes de pesquisas entre a Embrapa Meio Ambiente, o Inra (Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica) da França e a Universidade de Paris X, cuja colaboração remonta aos meados da década de 1990, período crucial da definição da missão científica da Embrapa Meio Ambiente, neste capítulo, o foco central refere-se a uma experiência científica de cooperação recente desenvolvida no âmbito do Projeto Capes-Cofecub/2010-2015 denominado “Agroecologia na França e no Brasil: entre redes científicas, movimentos sociais e políticas públicas”. 
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-844-8.
Acessível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/185371/1/2018LV01.pdf
Pendência: código SEG associado.  (ID_PAT: 21702)
12
Plano de Ação: .....  
Descrição: QUEIROGA, J. L. de;  URCHEI, M. A.;  CORRALES, F. M.;  RAMOS, M. S. T. A. dos S.   Ações do Plano Nacional de Inovação e Sustentabilidade realizadas no estado de São Paulo para o desenvolvimento rural sustentável.  In: URCHEI, M. A.; CANUTO, J. C. (Ed.). Trajetória das ações em agroecologia na Embrapa Meio Ambiente. Brasília, DF: Embrapa, 2017. Cap. 7. p. 137-168.     
Parceria/partes:  
Conteúdo: Diante da importância da agricultura familiar, que representa nove em cada dez das 570 milhões de propriedades rurais no mundo e que produz 80% da alimentação básica da população mundial (Colocar..., 2014), a FAO definiu 2014 como o ano internacional da agricultura familiar. Nessa perspectiva, a equipe de Agroecologia da Embrapa Meio Ambiente, em conjunto com diversos atores da Rede de Agroecologia de diferentes regiões do estado de São Paulo, promoveu e realizou atividades no âmbito do Plano Nacional de Inovação e Sustentabilidade da Agricultura Familiar. Assim, este capítulo apresenta os principais resultados, reflexões, considerações e propostas construídas durante as atividades desenvolvidas por essa equipe em conjunto com organizações de agricultoras(es) e instituições parceiras de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), ensino e pesquisa do estado de São Paulo nos anos de 2014 e 2016. 
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-844-8.
Acessível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/185371/1/2018LV01.pdf
Pendência: código SEG associado.  (ID_PAT: 21703)
13
Plano de Ação: .....  
Descrição: CANUTO. J. C.;  URCHEI, M. A.   Contribuições da Embrapa Meio Ambiente para a agroecologia no Brasil.  In: URCHEI, M. A.; CANUTO, J. C. (Ed.). Trajetória das ações em agroecologia na Embrapa Meio Ambiente. Brasília, DF: Embrapa, 2017. Cap. 8. p. 169-172.     
Parceria/partes:  
Conteúdo: A Agroecologia, em suas dimensões social, política, econômica, cultural e ecológica, passou a fazer parte da agenda oficial da Embrapa somente a partir de 2005, período singular de correlação de forças e da mobilização de movimentos sociais do campo ligados à agricultura familiar. Contudo, apesar de alguns avanços institucionais após esse período, atualmente a empresa não possui um projeto estruturante em rede e os recursos aportados para projetos nessa área são dispersos e escassos. 
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-844-8.
Acessível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/185371/1/2018LV01.pdf
Pendência: código SEG associado. (ID_PAT: 22944)
14
Plano de Ação: .....  
Descrição: FONSECA, N.;  SCANAVACA JUNIOR, L.;  MATOS, A. P. de;  PINTO, C. de Q.;  CUNHA, G. A. P. da   Variedades.  In: MATOS, A. P. de (Ed.). Manga: produção: aspectos técnicos 2. ed. rev. e atual. Brasília, DF : Embrapa, 2017. il. color. (Embrapa. Frutas do Brasil; 4).     
Parceria/partes: Embrapa Mandioca e Fruticultura (CNPMF),   
Observaçao: ID Ainfo CNPMF 32310. (ID_PAT: 34554)
15
Plano de Ação: 01.12.01.001.03.02  
Descrição: FIGUEIREDO, R. de O.   Impactos do manejo da vegetação secundária e outras práticas agrícolas sobre os recursos hídricos.  In: CORDEIRO, I. M. C. C.; RANGEL-VASCONCELOS, L.G.T.; SCHWARTZ, G.; OLIVEIRA, F. A. (Org.). Nordeste Paraense: panorama geral e uso sustentável das florestas secundárias. Belém: EDUFRA, 2017.  p. 237-253.   
Parceria/partes:  
Conteúdo: O manejo inadequado das terras, via de regra, ocasiona o descumprimento da legislação ambiental brasileira no que diz respeito às Áreas de Proteção Permanente – APPs, como nascentes, florestas ripárias, encostas e topos de morros (TUNDISI; MATSUMURA-TUNDISI, 2010). É fato que os problemas ambientais relacionados ao setor produtivo no meio rural e aos recursos hídricos são temas muito complexos, já que perpassa por estratégias macroeconômicas e de desenvolvimento de nossa nação. Conforme conclusão de estudo de Tundisi e Matsumura-Tundisi (2010) a “remoção de vegetação e áreas alagadas para aumento de área agrícola comprometerá no futuro a reposição de água nos aquíferos, a qualidade de água superficial e subterrânea com custos econômicos, perda de solo, ameaças à saúde humana e degradação dos mananciais, exigindo sistemas de tratamento mais sofisticados e de custo mais elevado em contraposição ao papel regulador dos ciclos naturais realizado pelas florestas e áreas alagadas”. Sabem-se, de longa data, que as práticas inadequadas de manejo das propriedades rurais são fatores agravantes da deterioração da produção e qualidade da água (SOLBÉ, 1986). Segundo DeFries e Eshleman (2004) as alterações no uso do solo terão um grande impacto na disponibilidade hídrica de bacias hidrográficas em um futuro próximo. Além disso, as mudanças climáticas em curso já estão também promovendo impacto significativo na disponibilidade hídrica das bacias, dada a sua dependência das condições e sazonalidade do clima (NOBRE; SELLERS; SHUKLA,1991). Dessa maneira, torna-se imprescindível o monitoramento hidrobiogeoquímico de bacias no meio rural, não apenas para o entendimento de processos biofísicos, mas também para aferir-se a qualidade da água para as comunidades ribeirinhas e para a manutenção das funções e serviços ecossistêmicos, visando a sustentabilidade nos processos produtivos no setor agropecuário e florestal. O monitoramento da qualidade e quantidade da água fluvial em microbacias hidrográficas, aqui entendida como aquelas cujas áreas de drenagem não ultrapassam 10 km2 (RICHEY et al., 1997), é uma ferramenta de grande utilidade para avaliar-se as condições de sustentabilidade das atividades produtivas no meio rural. Estudos que investigam a dinâmica de elementos químicos naturais, presentes na vegetação, no solo, no sedimento e na água, todos eles, presente em vários dos componentes do ciclo hidrológico de uma bacia, podem aumentar o entendimento dos processos biogeoquímicos relacionados (MOLDAN; CERNÝ, 1994) e, portanto, elucidar como práticas agrícolas tem a capacidade de alterar a qualidade e quantidade dos recursos hídricos. Assim, pode-se indicar boas práticas agrícolas que sejam eficazes quanto à sustentabilidade, técnicas de manejo conservacionista e medidas para a gestão da bacia hidrográfica em áreas de produção agropecuária e florestal, de forma que estabeleçam o uso racional das terras e recursos hídricos com redução dos impactos ambientais indesejáveis. Impactos do Manejo da Vegetação Secundária e Outras Práticas Agrícolas Sobre os Recursos Hídricos 239 Nordeste Paraense: Panorama geral e uso sustentável das florestas secundárias Para o sucesso de ações de pesquisa sobre os efeitos do uso da terra sobre aspectos quali-quantitativos dos recursos hídricos, torna-se imprescindível um estudo integrado que abranja diversos temas, tais quais: avaliação espacial da paisagem por meio de ferramentas de geoprocessamento; caracterização de propriedades dos solos e sua conservação; dinâmica de agroquímicos (pesticidas e fertilizantes) nos ambientes; entendimento da ciclagem biogeoquímica e hidrologia de bacias; processos bióticos em ecossistemas aquáticos; modelagem matemática de processos hidrológicos e hidrogeoquímicos; e gestão de bacias hidrográficas, dentre outros temas. Na Amazônia oriental, especificamente, o uso do fogo como preparo de área para plantio é ainda uma prática largamente utilizada na agricultura familiar, fato este que preocupa a sociedade dado os impactos na qualidade da água (FIGUEIREDO; BORNER; DAVIDSON, 2013). No presente capítulo são apresentados resultados de pesquisas que ora integram e ora perpassam os temas aqui citados no âmbito do Projeto SHIFT/TIPITAMBA desenvolvido na Zona Bragantina, Estado do Pará, Amazônia oriental, que pretenderam avaliar alterações nos diferentes componentes do ciclo hidrológico. Com a finalidade de levar ao leitor um quadro mais didático das alterações observadas, optamos por apresentá-las em três grupos de componentes, a saber: (I). a chuva, a transprecipitação e o escoamento superficial; (II). a água do solo e a água freática e (III). a água fluvial dos pequenos igarapés. 
Observaçao: ISBN : 978-85-7295-118-0.  (ID_PAT: 20754)
16
Plano de Ação: 01.12.01.001.03.02  
Descrição: BARROSO, D. F. R.;  FIGUEIREDO, R. de O.;  PIRES, C. da S.;  COSTA, F. F.   Impactos de diferentes usos da terra sobre os recursos hídricos em microbacias no Nordeste Paraense na Amazônia Oriental.  In: VASCONCELOS, S. S.; RUIVO, M. de L. P.; LIMA, A. M. .M de. (Org.). Amazônia em tempo. Impactos do uso da terra em diferentes escalas. Belém: Embrapa Amazônia Oriental, 2017.  p. 339-369.   
Parceria/partes: UFPA - Universidade Federal do Pará,   
Conteúdo: Este estudo avaliou os impactos de diferentes usos da terra sobre os recursos hídricos em 18 microbacias do Nordeste Paraense a partir da análise da concentração de cátions e ânions inorgânicos dissolvidos: cálcio, magnésio, sódio, potássio, cloreto, sulfato, fosfato, nitrato e amônio. O estudo foi realizado no Nordeste Paraense, em dezoito microbacias com diferentes usos da terra situadas nos municípios de Marapanim e Igarapé-Açu, pertencentes a bacia do rio Marapanim, e em Mãe do Rio e Irituia, pertencentes na Bacia do Rio Guamá. Quatro dessas microbacias situam-se em fragmentos florestais em bom estado de conservação, sendo então definidas como bacias de referência para comparação com as demais bacias mais antropizadas. O estudo demonstrou a forte influência dos sistemas agropecuários sobre os recursos hídricos, especialmente do sistema de corte e queima e das pastagens no aporte de cálcio, magnésio e potássio. Tais influências foram confirmadas pelas análise estatísticas que mostraram fortes correlações diretas entre o percentual de cultura agrícola e pastagem e as concentrações de cálcio, magnésio e potássio. Da mesma forma, as pastagens também influenciaram na dinâmica de nitrogênio, especialmente a forma orgânica (nitrogênio amoniacal), que ocorreu em maiores concentrações nas microbacias de pastagens, enquanto que na microbacia com uso de sistemas de irrigação e uso de defensivos a base de nitrogênio, o nitrato foi mais elevado. Por outro lado, as florestas são muito importantes para o aporte de nitrato, cloreto e sódio para os recursos hídricos. Assim, a mudança de uso da terra em escala de microbacia causa impactos na dinâmica de nutrientes, pois altera a composição química das águas naturais, podendo assim interferir na qualidade das águas dessas microbacias para os diferentes usos. 
Observaçao: ISBN: 978-85-63728-54-8 (ID_PAT: 21516)
17
Plano de Ação: 01.12.01.001.03.02  
Descrição: COSTA, C. F. G. da;  FIGUEIREDO, R. de O.;  SANTOS, I. P. de O.;  GERHARD, P.;  PIRES, C. da S.;  BARROSO, D. F. R.;  COSTA, F. F.;  BREJÃO, G. L.   Seleção de pontos de amostragem para monitoramento de qualidade de água em escala de microbacia na Amazônia.  In: VASCONCELOS, S. S.; RUIVO, M. de L. P.; LIMA, A. M. M. de. (Org.). Amazônia em tempo. Impactos do uso da terra em diferentes escalas. Belém: Embrapa Amazônia Oriental, 2017.  p. 467-490.   
Parceria/partes: Embrapa Monitoramento por Satélite (CNPM),  UFPA - Universidade Federal do Pará,  USP - Universidade de São Paulo,  CENA/USP - Centro de Energia Nuclear na Agricultura,   
Conteúdo: Nas mesobacias dos igarapés contíguos Timboteua e Buiuna e do igarapé Peripindeua, foram amostradas 96 microbacias, com o objetivo de selecionar as mais adequadas para a realização de estudos dos efeitos do uso da terra sobre a qualidade da água em pequenos igarapés. Para a seleção das microbacias foram adotadas duas estratégias: a primeira relaciona-se a medições “in situ” de parâmetros físico-químicos como oxigênio dissolvido, pH, condutividade elétrica e temperatura da água; e a segunda relaciona-se à consideração de fatores ambientais como área da microbacia, presença de uma classe predominante de uso da terra, possibilidade de pareamento de microbacias de características biofísicas similares, porém com usos da terra diferentes, e aspectos de logística relativos ao acesso aos locais de coleta de amostras e medidas hidrológicas e de qualidade de água. A seleção permitiu a escolha de 19 microbacias, sendo oito microbacias na chamada Área 1 (Igarapé-Açu e Marapanim) e sete na Área 2 (Mãe do Rio e Irituia). Adicionalmente, foram selecionadas duas microbacias em duas áreas de referência, ocupadas por floresta primária, com as mesmas condições climáticas e pedológicas das Áreas 1 e 2, respectivamente. A condutividade elétrica e o oxigênio dissolvido foram as variáveis mais sensíveis como indicadores dos impactos do uso da terra ocorrendo inter-relação desses parâmetros físico-químicos com o uso da terra nas microbacias avaliadas. 
Observaçao: ISBN: 978-85-63728-54-8. (ID_PAT: 21518)
18
Plano de Ação: 01.15.02.003.07.05  
Descrição: CAMARGO, R. C. R.;  CANUTO. J. C.;  MALAGODI-BRAGA, K. S.;  MARQUES, A. P. S.;  OLIVEIRA, P. F. C. de   Sistema agroflorestal planejado para integração com criação racional de abelhas.  In: CANUTO, J. C. (Ed.). Sistemas agroflorestais: experiências e reflexões. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 153-176.    
Parceria/partes: Embrapa Meio Norte (CPAMN),  UNESP - Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho,   
Conteúdo: SAFs (Sistemas Agroflorestais) multiestratificados são muito utilizados por agricultoras e agricultores familiares para obtenção derecursos de subsistência e de produção excedente para comercialização (VIEIRA et al., 2007). De acordo com Vivan e Floriani (2004) esses sistemas complexos de produção se mostram cada vez mais significativos como forma de desenvolvimento sustentável em ecossistemas ameaçados, em contraste com as técnicas convencionais de produção. Práticas agrícolas com monocultivos, aplicação intensiva de agrotóxicos, uso de maquinário pesado, desmatamento e fragmentação de áreas verdes são comuns, gerando perda, simplificação e contaminação do habitat de insetos polinizadores, entre eles as abelhas. Essa alteração do habitat propicia perda de diversidade e um déficit na polinização e na produção, já que cerca de 800 espécies vegetais comumente cultivadas são dependentes de polinização animal, representando 35% das culturas em escala global (ALTIERI; NICHOLLS, 2012). Nesse contexto, os SAFs podem ser uma importante alternativa àagricultora e ao agricultor familiar frente às dificuldades econômicas, tecnológicas, sociais e ambientais impostas pelo sistema convencional de produção. Segundo Arco-Verde e Garcia (2015), as tecnologias agroflorestais são ferramentas promissoras para melhorar o bem-estar da população rural; conservar os recursos naturais; contribuir para a redução da taxa de desflorestamento; e manter a integridade das bacias hidrográficas e a estabilidade do clima. Potencializam também oportunidades significativas para a segurança alimentar com a oferta de múltiplos produtos e serviços, favorecendo ainda o ingresso de renda adicional para as propriedades rurais. Dessa forma, atividades produtivas que possam ser integradas e estejam alinhadas com as premissas de uma produção agrícola, que considera as dinâmicas e interações ecológicas dos sistemas naturais e a manutenção da biodiversidade, devem ser favorecidas e estimuladas. Nesse sentido é que se insere o consórcio entre a criação racional de abelhas, sem ferrão (meliponicultura) ou de abelhas com ferrão, no caso as abelhas africanizadas (apicultura) e Sistemas Agroflorestais. A inserção desse componente animal nos sistemas agrícolas florestais, além de propiciar uma alternativa de renda ao agricultor, a partir da comercialização de seus produtos (mel, pólen, própolis, geleia real, cera e matrizes de colônias), pode contribuir para melhorar a nutrição e a saúde das famílias, pelo consumo de mel, pólen, geleia real e própolis, aspecto ainda pouco considerado neste tipo de atividade. Tais produtos embora apresentem substâncias com inúmeras atividades funcionais, ainda são pouco utilizados pela população em geral, em especial, aquela de baixa renda; o mel e a própolis são os produtos mais conhecidos, embora seu consumo seja ainda atrelado aaspectos sazonais e terapêuticos. Além desse impacto positivo na geração de renda e na melhoria da saúde e nutrição das famílias, a integração da meliponicultura e apicultura com sistemas de produção agrícolas biodiversos poderá melhorar os índices de produtividade dos cultivos que se beneficiam ou dependem do serviço de polinização das abelhas para a produção de frutos e sementes. Além dos benefícios para as culturas, o serviço ambiental de polinização é fundamental para a manutenção dos ambientais naturais. Partindo da premissa que os SAFs devem ser concebidos para serem sistemas de produção com alta diversidade biológica e produtiva, a integração com sistemas de criação de pequenos animais, como as abelhas sociais sem ferrão (meliponicultura) e as africanizadas (apicultura), deveria ser mais estimulada. Entretanto, para que essa integração seja efetiva, inúmeras situações e conhecimentos devem ser considerados pelos agricultores e técnicos durante a concepção do sistema e o planejamento de desenvolvimento do SAF. A disponibilidade de recursos para as abelhas, por exemplo, será fundamental tanto para a atratividade e manutenção das populações naturais, como também para a viabilidade da criação racional em determinada área. Mesmo em SAFs já concebidos e implantados, o enriquecimento com espécies vegetais atrativas para as abelhas pode ser promovido posteriormente, o que contribuiria com o aumento da biodiversidade local e das interações ecológicas no sistema. O desenvolvimento de SAFs ou Agroflorestas, ao considerar a dinâmica das florestas naturais, com a reciclagem de nutrientes, estratificação e as interações ecológicas entre as diversas espécies do sistema, objetiva promover uma alternativa viável e ecológica de produção de alimentos e de soberania alimentar para os agricultores envolvidos. Nesse contexto, o planejamento de sistemas produtivos biodiversos, deveria levar em conta a presença de agentes polinizadores. Assim, a inclusão de espécies vegetais que tenham a capacidade de fornecer recursos alimentares para as abelhas ao longo de todo o desenvolvimento do sistema é um aspecto de extrema importância e deve ser considerado no seu planejamento Porém, é importante considerar na escolha das espécies vegetais, plantas que também atraiam abelhas silvestres, disponibilizando à elas recursos alimentares e locais para nidificação. Isto porque o aumento na diversidade local de abelhas pode contribuir para uma maior estabilidade do serviço de polinização em diferentes culturas dentro e fora do sistema. Segundo Garibaldi et al. (2011), mesmo quando há abundância de abelhas criadas racionalmente e manejadas para a polinização, as abelhas silvestres são relevantes para a estabilidade da produção e para uma maior produtividade das culturas. Em estudo recente, Moreira et al. (2015) demonstraram que a redução na qualidade do habitat e na heterogeneidade da paisagem pode reduzir a robustez e a resiliência das interações existentes entre plantas e polinizadores. Com base nessas considerações e na estratégia conceitual de aliar os preceitos da Agrofloresta à criação racional de abelhas, um SAF foi idealizado e está sendo manejado em uma área experimental da Embrapa Meio Ambiente. O objetivo do sistema é disponibilizar de forma escalonada os recursos necessários para a criação (néctar, pólen e resina), considerando todo o período de desenvolvimento do SAF, visando, principalmente, uma produção de mel economicamente viável. 
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-709-0.
Disponível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/163246/1/2017LV02.pdf (ID_PAT: 20927)
19
Plano de Ação: 02.13.00.004.00.03  
Descrição: GONDIM, R. S.;  FIGUEIREDO, M. C. B.;  MAIA, A. de H. N.;  BEZERRA, M. A.;  CARVALHO, C. A. C. de   Mudanças climáticas e agricultura.  In: FIGUEIREDO, M. C. B. de; GONDIM, R. S.; ARAGAO, F. A. S. de (Ed.). Produção de melão e mudanças climáticas: sistemas conservacionistas de cultivo para redução das pegadas de carbono e hídrica. Brasília, DF: Embrapa, 2017.   p. 101-116.   
Parceria/partes: Embrapa Agroindústria Tropical (CNPAT),  FAMETA - Faculdade META,   
Conteúdo: Mudanças climáticas são um conjunto de alterações no estado do clima, que tanto podem ser identificadas por mudanças nas médias das variáveis climáticas quanto na variabilidade das propriedades do clima que persistem por um período extenso, tipicamente décadas ou séculos. Podem ocorrer devido a influências externas, tais como radiação solar e forças internas como o vulcanismo, ocorrendo naturalmente e contribuindo para a variabilidade total natural do sistema climático. Com a Revolução Industrial, ocorreram alterações na composição da atmosfera devido às atividades humanas, as quais passaram a liberar maiores quantidades de gases de efeito estufa (GEE), causadores do aquecimento global. As emissões crescentes de GEE vêm aumentando a temperatura média dos oceanos e do ar, perto da superfície terrestre. Os principais GEE, em quantidade liberada por atividades humanas, são o dióxido de carbono (CO2), óxido nitroso (N2O) e metano (CHJ. Esses gases são gerados, principalmente, por atividades ligadas à agricultura, tais como: queima de combustíveis fósseis, rizicultura com irrigação por inundação, mudança no uso da terra (desmatamento), uso de fertilizantes sintéticos e pecuária. As emissões futuras de GEE são o produto de um sistema dinâmico muito complexo, determinado pelas seguintes forçantes: crescimento demográfico, desenvolvimento socioeconômico e mudança stecnológicas. Cenários climáticos são representações do futuro que são consistentes com hipóteses sobre emissões futuras de GEE e outros poluentes, considerando as forçantes que os influenciam (INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CENTER, 2000). Há um razoável consenso entre os cientistas de que o aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera aumenta a temperatura global (CARTER et al., 2007). O aumento da temperatura entre a média do período 1850-1900 e a média do período 2003-2012 foi em média de 0,78 °C. Os oceanos têm acumulado a maior parte do aquecimento, servindo como um amortecedor para o aquecimento da atmosfera, estocando mais de 90% da energia do sistema. No entanto, à medida que o oceano aquece, perde a capacidade de absorver gás carbônico, o que pode acelerar os efeitos atmosféricos, quando o gás atingir a saturação (INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CENTER, 2014a). A previsão é que há pelo menos 66% de chance da temperatura global aumentar, no mínimo, 2,5 °C até 2100, em comparação aos níveis pré-industriais (1850 a 1900), caso a queima de combustíveis fósseis continue no ritmo atual e não sejam aplicadas quaisquer políticas climáticas. Há razoável confiança acerca do aumento da precipitação média sobre áreas de média latitude do hemisfério Norte, a partir de 1901 e alta confiança, após 1951. Para outras latitudes, entretanto, há pouca confiança sobre aumentos ou reduções de longo prazo. No Brasil, a tendência é que a temperatura aumente em todos os biomas e que as precipitações pluviométricas diminuam, com exceção dos Pampas e Mata Atlântica. Em 2100, estima-se que a temperatura média do Brasil será de 3 °C a 6 °C mais alta do que no final do século 20. A projeção faz parte do primeiro relatório de avaliação nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC). Considerando o Nordeste brasileiro, a variabilidade na precipitação relacionada ao fenômeno El n/no/Oscilação Sul (ENOS) provavelmente será intensificada (INTERGOVERNMENTALPANEL ON CLIMATE CENTER, 2013). Moncunill (2006) avaliou que a precipitação nessa região provavelmente sofrerá reduçãodevido ao fato de a Zona de Convergência Intertropical possuir tendência de ficar mais deslocada para o norte, durante a quadra chuvosa do Nordeste. O objetivo deste capítulo é discutir como a agropecuária contribui para o aquecimento global, as principais práticas relacionadas a uma agricultura de baixo carbono e as principais consequências das mudanças climáticas na atividade agrícola. 
Observaçao:  (ID_PAT: 20955)
20
Plano de Ação: 02.13.00.004.00.03  
Descrição: GONDIM, R. S.;  CRISOSTOMO, L. A.;  MAIA, A. de H. N.;  SOUSA, J. A. de;  BARROS, V. da S.;  ALMEIDA, A. R. C. S.   Estoque de carbono no solo em sistemas convencional e conservacionistas de cultivo de melão no Pólo Jaguaribe-Açu.  In: FIGUEIREDO, M. C. B. de; GONDIM, R. S.; ARAGAO, F. A. S. de (Ed.). Produção de melão e mudanças climáticas: sistemas conservacionistas de cultivo para redução das pegadas de carbono e hídrica. Brasília, DF: Embrapa, 2017.   p. 255-263.   
Parceria/partes: Embrapa Agroindústria Tropical (CNPAT),   
Conteúdo: O volume de CO2 na atmosfera pode ser reduzido pelo aumento da biomassa vegetal e seqüestro no solo. A biomassa vegetal e o solo podem potencialmente funcionar como estoque de carbono e, dessa forma, a agricultura exercer importante papel na mitigação da emissão de gases de efeito estufa e das mudanças climáticas (MEYER-AURICH et al., 2006). Sendo assim, o manejo de sistemas agrícolas, com vistas a sequestrar o CO2 atmosférico, na forma de carbono orgânico no solo, e minimizar as emissões de gases de efeito estufa, tem sido proposto como uma solução parcial para a problemática da mudança climática (MORGAN et al., 2010). Há, porém, forte variação no potencial de sequestro entre as espécies cultivadas, regiões e práticas de manejo. Variações nas condições ambientais podem afetar o potencial de estoque, mesmo dentro de pequena área geográfica (FANG et al., 2007). Follet (2001) apontou que a pesquisa a respeito de seqüestro de carbono orgânico no solo, sob irrigação, é escassa e necessária, considerando a necessidade de avanço no conhecimento sobre suas relações com práticas de cultivo e características do solo, entre outros aspectos. Denef et al. (2008) estudaram estoque de carbono em agroecossistemas irrigados por pivô central, em clima semiárido (Nebraska e Colorado), nas profundidades de 0-5 cm; 5-20 cm, 20-50 cm e 50-75 cm. Esses autores encontraram maiores estoques de carbono na camada de 0-20 cm nos solos irrigados, quando comparados com a condição de sequeiro. Entretanto, consideraram as diferenças de carbono orgânico total (COT) pequenas, em relação à massa seca gerada pelas altas produtividades das áreas irrigadas. Os autores sugerem que as perdas de carbono devido à decomposição da matéria orgânica, nas áreas irrigadas, limitam o armazenamento adicional de carbono no solo. Trabalhando em Cambissolos de áreas irrigadas com bananeira, no Nordeste do Brasil, Assis et al. (2010) observaram redução de estoques de carbono no solo. Esses autores apontam a necessidade de adoção de práticas favoráveis ao acúmulo de matéria orgânica e carbono, particularmente em cultivos temporários. As taxas de adição ou decomposição da matéria orgânica do solo são especialmente afetadas pelo distúrbio físico causado pelo preparo do solo, o qual rompe os macros agregados e os expõe aos processos microbiológicos. Em regiões tropicais úmidas, a decomposição da matéria orgânica do solo pode ser intensificada devido a temperaturas e precipitações elevadas. A manutenção de teores elevados de carbono orgânico no solo é, portanto, um desafio nos solos tropicais, também devido às suas implicações na fertilidade e capacidade de troca de cátions (ZINN et al., 2005). Este capítulo avalia alternativas para o desafio de promover aumento do estoque de carbono no solo, nos cultivos de melão irrigado. Será apresentado o resultado de pesquisas realizadas entre 2011 e 2013, no Polo Jaguaribe-Açu, com o cultivo de melão em sistemas convencional e conservacionistas. Inicialmente, a área experimental é descrita e, em seguida, são apresentados os resultados obtidos nos dois sistemas de cultivo. No sistema convencional de plantio, o melão é plantado em mulching plástico e, após a colheita, o solo fica em pouso. Os sistemas de conservacionistas são baseados no plantio de adubos verdes, antes do cultivo de melão. A cobertura vegetal dos adubos verdes pode ser incorporada ao solo, com o plantio do melão realizado na sequência, sob mulching plástico, ou não ser incorporada, com o melão plantado diretamente sob a palhada do adubo verde (sistema plantio direto). 
Observaçao:  (ID_PAT: 20958)
21
Plano de Ação: 02.13.02.018.00.03  
Descrição: HAMADA, E.;  GHINI, R.;  OLIVEIRA, B. S.   Projeções de variáveis climáticas de interesse agrícola para o Brasil ao longo do século 21.  In: BETTIOL, W.; HAMADA, E.; ANGELOTTI, F.; AUAD, A. M.; GHINI, R. (Ed.). Aquecimento global e problemas fitossanitários. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 17-52.   
Parceria/partes: INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,   
Conteúdo: O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) é composto por centenas de cientistas de todo o mundo de diversas áreas do conhecimento. Desde 1990, o IPCC é responsável pela produção e divulgação, de forma periódica, dos relatórios de avaliação, que visam fornecer uma visão clara e atualizada sobre o estado atual do conhecimento científico relevante para a mudança climática. Segundo o IPCC (INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE, 2013), é extremamente provável (95% a 100% de probabilidade) que a influência antrópica seja a causa dominante do aquecimento observado desde meados do século 20, tendo os gases de efeito estufa concorrido para o provável (66% a 100% de probabilidade) aquecimento médio da superfície global de 0,5°C a 1,3°C no período de 1951-2010, com a contribuição de outras forçantes antrópicas. Para o clima futuro, o IPCC (INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE, 2013) considera provável o aumento das temperaturas médias da superfície no planeta de 0,3°C a 1,7°C para o período de 2081-2100, comparado a 1986-2005, no cenário mais otimista, de baixa emissão de gases de efeito estufa e de 2,6°C a 4,8°C no cenário mais pessimista ou de alta emissão. Essas projeções climáticas vêm sendo apresentadas nos Relatórios de Avaliação do IPCC e, com o desenvolvimento dos modelos climáticos globais, as projeções estão se tornando mais confiáveis à medida que aumenta a compreensão de como o clima está mudando em termos espaciais e de tempo. Segundo o IPCC (INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE, 2007, 2013), isso foi possibilitado graças à melhoria das análises dos dados, à ampliação de numerosos conjuntos de dados, à análise mais ampla da cobertura vegetal, à melhor compreensão das incertezas e à maior variedade de medições, apesar da cobertura dos dados em algumas regiões do planeta ser ainda limitada. Neste capítulo são abordadas a modelagem do clima e os cenários climáticos, a metodologia descrita e empregada para a obtenção de mapas de projeções climáticas e apresentadas as predições das variáveis climáticas de interesse agrícola para o Brasil, com base nas projeções do Quarto Relatório de Avaliação (AR4) do IPCC (INTER GOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE, 2007). 
Observaçao: Acessível em http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1077623
 (ID_PAT: 21030)
22
Plano de Ação: 02.15.07.001.00.02  
Descrição: MENDES, R.;  TAKETANI, N. F.;  TAKETANI, R. G.   Efeito do aquecimento global sobre a comunidade microbiana do solo.  In: BETTIOL, W.; HAMADA, E.; ANGELOTTI, F.; AUAD, A. M.; GHINI, R. (Ed.). Aquecimento global e problemas fitossanitários. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 177-203.   
Parceria/partes: USF - Universidade São Francisco,   
Conteúdo: A comunidade microbiana do solo desempenha papel fundamental nos processos ecológicos e ciclos biogeoquímicos que sustentam a vida no planeta Terra. Os microrganismos do solo participam da decomposição da matéria orgânica, fixação de nitrogênio, desnitrificação e nitrificação, transformação de metais, redução de sulfato, produção de fitormônios, produção e consumo de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e outros gases de efeito estufa (PANIKOV, 1999). O solo alberga grande parte da vida terrestre representando um recurso estratégico das nações (MONTGOMERY, 2010) e em virtude da grande importância dos solos para a produção de alimentos, o entendimento dos potenciais impactos do aquecimento global sobre a comunidade microbiana do solo é fundamental para o desenvolvimento de estratégias para mitigar possíveis efeitos deletérios e garantir que os solos se conservem como sistemas saudáveis. Dessa forma, é importante considerar a definição de solos saudáveis, i.e. capacidade do solo cumprir sua função continuamente como um ecossistema que sustenta o desenvolvimento de plantas, animais e humanos, na perspectiva das mudanças climáticas e seus potenciais efeitos nas comunidades microbianas do solo. Neste contexto, devem ser considerados os impactos de uma série de fatores preditos com as mudanças globais, como o aumento dos níveis de CO2 atmosférico, temperaturas elevadas, alteração nos padrões de precipitação e na deposição de nitrogênio atmosférico, na química do solo e em suas funções físicas e biológicas (FRENCH et al., 2009). Devido à sua importância no ciclo global do carbono, alterações na estrutura de comunidades microbianas do solo podem ter efeitos significativos em resposta às mudanças climáticas, principalmente nas camadas mais superficiais do solo (BRIONES et al., 2004). A relação entre as comunidades microbianas do solo e o aquecimento global pode ser vista de duas formas. Na primeira, os microrganismos contribuem para a emissão de gases de efeito estufa, sendo os principais atores nos processos de ciclagem de nutrientes e de fluxos globais de CO2, CH4 e N2. Na segunda, é importante entender como o aquecimento global, resultado das mudanças climáticas, afeta a comunidade microbiana do solo. Neste caso, o paradigma fundamental adotado por pesquisadores nas últimas décadas tem sido de que a atividade fotossintética é estimulada pelo aumento da temperatura e pelo aumento do CO2 na atmosfera (HEIMANN; REICHSTEIN, 2008). Este aumento da atividade metabólica da planta pode conduzir a alteração no padrão de exsudatos radiculares, os quais estão diretamente relacionados ao recrutamento de microrganismos na rizosfera. Como o crescimento da planta está diretamente relacionado com a estrutura do microbioma da rizosfera (DEANGELIS et al., 2009; MENDES et al., 2011), espera-se um efeito tanto na estrutura, quanto nas funções desta comunidade microbiana associada à planta, porém, ainda deve-se elucidar se estes efeitos são positivos, negativos ou neutros. Os solos possuem um estoque de carbono duas vezes maior que o da atmosfera e três vezes maior que o carbono estocado nos vegetais (SMITH et al., 2008). A despeito disso, ainda não existe um consenso considerando o efeito das mudanças climáticas nos estoques globais de carbono no solo (DAVIDSON; JANSSENS, 2006). Nesta controvérsia, duas possibilidades são suportadas por diferentes estudos, sendo: 1) se o carbono estocado no solo é transferido para a atmosfera em razão da indução causada pelo aumento da temperatura que acelera sua decomposição, o feedback será positivo às mudanças climáticas; 2) alternativamente, se o aumento da entrada do carbono no solo derivado da planta exceder o aumento da decomposição, o feedback será negativo (DAVIDSON; JANSSENS, 2006). De uma forma ou de outra, as comunidades microbianas do solo controlam estas transformações e são diretamente afetadas pelas mudanças no clima. Os processos biológicos que ocorrem no solo ou acima de sua superfície são intimamente ligados entre si e constituem um sistema complexo e dinâmico. Porém, com o objetivo de simplificar a abordagem, os estudos experimentais separam conceitualmente e analiticamente os processos que ocorrem no solo, dos que ocorrem acima de sua superfície. No solo, os estudos focam nos processos de respiração heterotrófica, incluindo, por exemplo, decomposição por fungos e respiração bacteriana. Acima da superfície do solo, os estudos realizados têm o foco na fotossíntese. Assumese que os processos biológicos que controlam a respiração no solo respondem exponencialmente à temperatura, mas não são afetados pela concentração do CO2 (DAVIDSON; JANSSENS, 2006; KIRSCHBAUM, 2006). A consequência desta separação na abordagem analítica é que a dinâmica das interações observadas no solo, que inclui os processos químicos, físicos e biológicos, é muito mais complexa do que imaginada anteriormente. Isso significa que além do aumento da temperatura e dos níveis de CO2 outros fatores ambientais e climáticos podem modificar, ou até mesmo dominar o balanço de carbono em níveis globais (HEIMANN; REICHSTEIN, 2008). Por fim, considerando que a elevação do CO2, temperatura e precipitação são fatores importantes que influenciam as comunidades do solo, neste capítulo serão discutidos seus efeitos na comunidade microbiana do solo de forma geral e nos patógenos existentes nos solos no contexto do aquecimento global. 
Observaçao: Acessível em http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1077623
 (ID_PAT: 21033)
23
Plano de Ação: 03.11.22.006.00.04  
Descrição: ALBUQUERQUE, F. A. de;  HAMADA, E.;  SANTOS, J. O. dos   Impacto potencial das mudanças climáticas sobre a distribuição geográfica do curuquerê e do ácaro-vermelho-do-algodoeiro nas regiões Nordeste e CentroOeste e no Estado do Tocantins.   In: BETTIOL, W.; HAMADA, E.; ANGELOTTI, F.; AUAD, A. M.; GHINI, R. (Ed.). Aquecimento global e problemas fitossanitários. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 410-435.   
Parceria/partes: Embrapa Algodão (CNPA),  COTUCA - Colégio Técnico da Unicamp,   
Conteúdo: Os insetos estão entre os organismos que mais podem ser afetados pelas mudanças climáticas em virtude de o clima ter significativa influência sobre seu desenvolvimento, reprodução e sobrevivência (BALE et al., 2002). Esses artrópodes têm o tempo entre gerações curto e a taxa de reprodução elevada, podendo responder mais rapidamente às mudanças do clima do que outros organismos que têm ciclo de vida mais longo, como as plantas e os vertebrados. O aquecimento pode afetar potencialmente muitos aspectos da ecologia e do ciclo de vida dos insetos, especialmente aqueles diretamente controlados pela energia em forma de grausdia (temperatura acumulada necessária para o desenvolvimento). Consequentemente, esses organismos podem responder a essas alterações climáticas por meio de mudanças na fenologia, seleção de habitat e da expansão ou redução da distribuição geográfica. O desequilíbrio nutricional das plantas, que pode comprometer o desempenho dos insetos sobre elas; a alteração no comportamento dos insetos e o aumento médio da temperatura, principal fator abiótico condicionante da vida dos insetos, são os três principais fatores concorrentes para o efeito das mudanças climáticas sobre os insetos. O primeiro fator, o desequilíbrio nutricional das plantas, pode fazer com que os insetos se alimentem mais das plantas, reduzindo a área foliar e, consequentemente, diminuindo sua eficiência fotossintética. Se por um lado a maior concentração de CO2 atmosférico pode favorecer a fotossíntese, até certos limites máximos, por outro pode favorecer a herbivoria. Vários autores observaram que o crescimento de plantas em ambiente com elevada concentração de CO2 e O3 altera a composição química das folhas, afetando assim a palatabilidade e a qualidade nutricional delas para os insetos desfolhadores (ALLEN et al., 1988; BEZEMER; JONES, 1998; LINCOLN et al., 1993; NORBY et al., 1999; REID; FISCUS, 1998; WHITTAKER, 1999). Plantas cultivadas em elevada concentração de CO2 e O3, frequentemente têm menor concentração de nitrogênio e proteína solúvel (COTRUFO et al., 1998; MULCHI et al., 1992), reduzindo assim a qualidade nutricional para os herbívoros. Hamilton et al. (2005), estudando o efeito do aumento de CO2 sobre plantas de soja, observaram que a maior concentração de açúcares no tecido foliar incrementou o número de Popillia japonica (Coleoptera: Scarabaeidae) em 31%. Esse incremento deveu-se principalmente à maior necessidade de consumo foliar em razão do desequilíbrio na relação C/N. A segunda interferência provocada pelas mudanças climáticas é a alteração no comportamento dos insetos, principalmente na orientação para o acasalamento, nas comunicações intra e interespecífica e na localização para oviposição, dentre outras. Guerenstein e Hildebrand (2008) apontaram os principais efeitos do incremento de CO2 e, consequentemente, da temperatura sobre os insetose destacaram que algumas espécies de Lepidoptera (mariposas e borboletas) podem perder a orientação para o acasalamento e também para os locais preferenciais de oviposição. Esse tipo de interferência pode comprometer a polinização de espécies florestais, pois muitas espécies dessa ordem são responsáveis pela polinização de plantas. Finalmente, o aumento médio da temperatura, principal fator abiótico condicionante da vida dos insetos, pois são animais ecotérmicos, ou seja, se ajustam termicamente às condições ambientais. Dentre os fatores abióticos, a temperatura é a que mais influencia o desempenho dos insetos, podendo provocar alterações na duração das fases imaturas, encurtando ou alongando os ciclos biológicos. Isso tem implicações diretas no manejo dos insetos-praga, pois em situações que se têm uma ou duas gerações por ano de determinada praga, um incremento da temperatura proporcionará mais gerações e, consequentemente, mais insetos a serem controlados, aumentando os custos do controle e do manejo da cultura. Em países de clima tropical, como o Brasil, essas alterações na temperatura podem contribuir ainda mais para o incremento dos problemas causados pelos insetos. Basicamente, a temperatura determina qual o nível mais baixo e o mais elevado (temperaturas-base) cujo intervalo é viável ao desenvolvimento do inseto. Mas, é a temperatura acumulada durante um determinado período de tempo (graus-dia) que determina quantas gerações daquele inseto haverá por ano. No clima tropical, é comum haver pragas multivoltinas, aquelas com mais de uma geração por ano. Para as principais espécies cultivadas (soja, milho e algodão) há algo em torno de 40 espécies de insetos causadores de danos econômicos, muitas das quais podem se hospedar em mais de uma cultura. Uma extensa revisão sobre os efeitos da temperatura sobre insetos foi apresentada por Bale et al. (2002). Nesse trabalho, os autoresexploram os efeitos potenciais da temperatura sobre os insetos herbívoros. Assim, consideram que efeitos diretos da temperatura sobre os insetos diferem entre espécies, dependendo do ambiente e do tipo de vida e sua habilidade em se adaptar. Espécies polífagas que ocupam diferentes hábitats em diferentes latitudes e altitudes e possuem elevada plasticidade genotípica e fenotípica, serão menos afetadas pelas mudanças do clima. Contudo, as diversas interações que podem ocorrer não permitem afirmar categoricamente se o incremento na temperatura favorecerá ou não os insetos de uma maneira geral. Dessa forma, os casos devem ser avaliados individualmente e os resultados para uma determinada espécie não poderão ser extrapolados para outras. No Brasil, os estudos de temperatura sobre insetos são clássicos e bastante conhecidos. Normalmente, esses estudos foram realizados em condições controladas, em câmaras climatizadas, onde a única variável é a temperatura. Considerando apenas essa variável, tem-se que, com o incremento dos valores médios da temperatura haverá mais graus-dia disponíveis para os insetos e, com isso, ocorrerá tendência de encurtamento de ciclo fenológico, de incremento da distribuição para outras áreas e, provavelmente, de novas fontes de alimento para explorar. Obviamente que o incremento médio da temperatura será vantajoso para os insetos até certo limite superior, a partir do qual terá efeito deletério. Os custos de controle de pragas no algodoeiro situam-se em torno de 25% do custo total de produção (BELOT et al., 2016), como pode ser observado na Tabela 1, para lagartas, bicudo e ácaros. Considerando que o incremento maior entre as pragas ocorreu no custo do controle para os ácaros, é possível ter havido maior quantidade ou intensidade de veranicos no período analisado, fato que pode ser agravado, caso as previsões das mudanças climáticas se confirmem no futuro. 
Observaçao: Acessível em http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1077623 (ID_PAT: 21038)
24
Plano de Ação: 03.12.12.005.00.03  
Descrição: BETTIOL, W.;  HAMADA, E.;  ANGELOTTI, F.;  AUAD, A. M. ;  GHINI, R.   Mudanças climáticas e problemas fitossanitários.  In: BETTIOL, W.; HAMADA, E.; ANGELOTTI, F.; AUAD, A. M.; GHINI, R. (Ed.). Aquecimento global e problemas fitossanitários. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 11-16.    
Parceria/partes: Embrapa Gado de Leite (CPNGL),  Embrapa Semiárido (CPATSA),   
Observaçao: Acessível em http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1077623
 (ID_PAT: 21029)
25
Plano de Ação: 03.12.12.005.00.03  
Descrição: HAMADA, E.;  GHINI, R.   Metodologia de mapeamento para avaliação de impactos das mudanças climáticas sobre problemas fitossanitários.  In: BETTIOL, W.; HAMADA, E.; ANGELOTTI, F.; AUAD, A. M.; GHINI, R. (Ed.). Aquecimento global e problemas fitossanitários. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 53-67.   
Parceria/partes:  
Conteúdo: As mudanças climáticas potencializam uma ampla gama de riscos, criando novas ameaças aos sistemas naturais e humanos, mas, em alguns casos, também podem promover oportunidades. Discriminar entre riscos e oportunidades somente é possível com a compreensão dos diversos processos físicos e biológicos envolvidos e a avaliação dos impactos potenciais advindos com os novos cenários projetados considerando as mudanças do clima. Um dos aspectos mais preocupantes dos riscos é que, segundo o Field et al. (2014), eles são distribuídos de forma desigual e são geralmente maiores para pessoas e comunidades desfavorecidas de países em todos os níveis de desenvolvimento, constituindo-se em ameaça fundamental para a segurança alimentar mundial, o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza. Na questão da segurança alimentar e dos sistemas de produção de alimentos, os impactos negativos tendem a ser mais comuns que os positivos (PORTER et al., 2014). Com base em dados observados e muitos estudos, esses autores concluíram que o aquecimento climático tem efeito negativo sobre a produção agrícola, geralmente reduzindo os rendimentos de cereais básicos, tais como trigo, arroz e milho. No entanto, esse efeito difere entre regiões e latitudes. A elevação da concentração de CO2, por outro lado, poderia beneficiar o rendimento das culturas em curto prazo em função do aumento das taxas de fotossíntese, mas existe ainda grande incerteza na magnitude do seu efeito e o significado da interação com outros fatores. A coevolução das plantas com suas pragas e doenças fez com que, de modo geral, as condições do ambiente que favorecem a planta cultivada também favoreçam os patógenos e as pragas; assim, os organismos tendem a ocorrer em maior frequência em regiões onde as condições do ambiente são favoráveis ao seu desenvolvimento (HAMADA; GHINI, 2015). Deste modo, é muito provável que as mudanças climáticas possam causar modificações adicionais na distribuição geográfica de insetos e patógenos, alterando sua pressão em culturas alimentares, em determinadas regiões de cultivo. Impactos das mudanças climáticas sobre doenças de cultura estão ainda concentradas em relativamente poucas culturas e poucos patógenos (NEWBERY et al., 2016). Ainda há necessidade de desenvolvimento de métodos que quantifiquem as incertezas das projeções, informação fundamental para os planejadores e estrategistas de adaptação à mudança climática. Neste capítulo é apresentada uma proposta metodológica para a obtenção de mapas de avaliação de impactos das mudanças climáticas sobre problemas fitossanitários com base nas projeções do Quarto Relatório de Avaliação (AR4) do IPCC (PARRY et al., 2007). 
Observaçao: Acessível em http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1077623
 (ID_PAT: 21031)
26
Plano de Ação: 03.12.12.005.00.03  
Descrição: ANGELOTTI, F.;  HAMADA, E.   Efeito do deficit hídrico sobre a ocorrência de doenças de plantas.  In: BETTIOL, W.; HAMADA, E.; ANGELOTTI, F.; AUAD, A. M.; GHINI, R. (Ed.). Aquecimento global e problemas fitossanitários. Brasília, DF: Embrapa, 2017. cap. 7, p. 144-158.     
Parceria/partes: Embrapa Semiárido (CPATSA),   
Conteúdo: O Quinto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), baseado em estudos científicos, considera com alta confiabilidade (probabilidade acima de 90%) que a maior parte do incremento observado nas temperaturas médias globais desde meados do século 20 é decorrente do aumento das concentrações de gases de efeito estufa de origem antrópica, evidenciando a influência humana sobre o clima (STOCKER et al., 2013). A mudança no clima não é projetada somente se considerando a alteração dos valores de temperatura, mas também no ritmo esperado de outras variáveis climáticas, tais como precipitação, umidade e ventos, embora se considere que as projeções de temperatura sejam as mais confiáveis (NOBRE et al., 2011). Assim, todos os modelos climáticos globais apresentam concordância entre si, projetando elevações na temperatura global para o próximo século, diferindo apenas quanto à intensidade. As projeções de chuvas, por sua vez, apresentam certa divergência entre os modelos quanto aos padrões ou até mesmo, em alguns lugares, quanto à tendência da mudança. A escassez de precipitação durante a estação de crescimento afeta a produção agrícola (seca agrícola) ou o ecossistema em geral e, durante a época de ocorrência do escoamento superficial e da percolação, o deficit incide principalmente sobre o suprimento deágua (seca hidrológica). Além disso, as alterações na manutenção da umidade do solo e das águas subterrâneas são adicionalmente influenciadas pelo aumento da evapotranspiração real (FIELD et al., 2012). A água é um elemento importante tanto para crescimento e o desenvolvimento das plantas quanto para o processo de infecção dos patógenos e, consequentemente, atua diretamente na interação planta-patógeno. A ocorrência de doenças em plantas é resultante da favorabilidade do ambiente, da suscetibilidade do hospedeiro e da presença do patógeno. Deste modo, as mudanças climáticas, e em particular a redução da precipitação, por meio do deficit hídrico, poderão causar impactos na ocorrência de doenças em plantas (Figura 1). Além disso, o deficit hídrico poderá causar um efeito direto e/ou indireto tanto no patógeno, quanto na planta hospedeira. No patógeno, poderá causar impacto nas diferentes fases do ciclo de desenvolvimento e nas plantas poderá afetar todo o seu desenvolvimento, aumentando ou diminuindo a suscetibilidade das mesmas. Lonsdale e Gibbs (2002) afirmam que a umidade do ar é um dos elementos fundamentais para a distribuição geográfica de plantas e fungos, interferindo no crescimento, reprodução e dispersão, tanto do patógeno quanto do hospedeiro. Neste capítulo serão apresentados os cenários climáticos futuros para precipitação e os possíveis impactos sobre a ocorrência de doenças em plantas. 
Observaçao: Acessível em http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1077623
 (ID_PAT: 21034)
27
Plano de Ação: 03.14.00.071.00.02  
Descrição: ROMAGNOLI, E. M.;  KMIT, M. C. P. ;  CHIARAMONTE, J. B.;  ROSSMANN, M.;  MENDES, R.   Ecological aspects on rumen microbiome.  In: AZEVEDO, J. L.; QUECINE, M. C. (Ed.). Diversity and benefits of microorganisms from the tropics. Cham, Switzerland: Springer International Publishing, 2017.  p. 367-389.   
Parceria/partes:  
Conteúdo: Ruminants are important as suppliers of dairy products for human consumption and are responsible by a large portion of global greenhouse gas emissions. The rumen microbial colonization is a complex process and occurs simultaneously with animal development and maturation of the host immune system. Ruminal microorganisms are responsible for converting energy stored in plant biomass into volatile fatty acid, which are subsequently metabolized and absorbed by the animal. In this chapter, we briefly describe the rumen compartment and the coevolution between ruminants and microorganisms. Further, we discuss the rumen microbiome composition, including the structure of bacterial and archaeal communities and the role of Protozoa, anaerobic fungi, and bacteriophages in the rumen. Finally, we discuss how the use of molecular tools on rumen microbiome studies has impacted on biotechnological exploitation of this ecosystem. 
Observaçao: ISBN: 978-3-319-55803-5, ISBN: 978-3-319-55804-2 (eBook).
DOI: 10.1007/978-3-319-55804-2. (ID_PAT: 21343)
28
Plano de Ação: 03.14.07.001.00.02  
Descrição: CANUTO. J. C.;  URCHEI, M. A.;  CAMARGO, R. C. R.   Conhecimento como base para a construção de sistemas agrícolas biodiversos.  In: CANUTO, J. C. (Ed.). Sistemas agroflorestais: experiências e reflexões. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 177-188.    
Parceria/partes: Embrapa Meio Norte (CPAMN),   
Conteúdo: É notória a situação de insustentabilidade social, econômica e ecológica a que a chamada “revolução verde” está levando a agricultura mundial. Sem voltar a discutir as recorrentes respostas retóricas dos seus defensores, essa constatação nos obriga a pensar em padrões diferentes, ou seja, em uma agricultura propositiva no combate aocaos socioecológico que já começamos a vivenciar. Nesse sentido, a viados sistemas agropecuários biodiversos apresenta-se cada dia mais como paradigma de sustentabilidade, através da decidida inclusão da biodiversidade na constituição dos sistemas produtivos na agricultura. Isso pode dar-se através da incorporação da biodiversidade natural, com objetivo de produzir benefícios ecológicos para a sociedade como um todo (também entendidos como “serviços ecossistêmicos”), por exemplo, na forma de inclusão de árvores nativas nos sistemas agrícolas. Adicionalmente, a incorporação da biodiversidade pode ser vista também como biodiversidade funcional, situação em que a biodiversidade é integrada nos sistemas com o objetivo central de provocar qualidades emergentes desejáveis. Exemplos disso poderiam ser: a inclusão de plantas atrativas ou repelentes a insetos; o uso de plantas que fornecem biomassa e reciclam nutrientes verticalmente (absorvendo-os em camadas profundas e, através de podas, “devolvendo-os” para o solo nas camadas superficiais); árvores para sombreamentode espécies cultivadas ou para melhorar o conforto térmico; adubos verdes para incorporação ao solo (em especial, as leguminosas, para fornecimento de biomassa, mas principalmente para fixação biológica de nitrogênio); plantas para fornecer alimentos para aves, roedores e insetos polinizadores; etc. Por último, uma manifestação elementar da biodiversidade é a agrobiodiversidade. Esta, além de também proporcionar muitos dos benefícios que as espécies nativas apresentam, constitui a base da segurança alimentar, quer na forma de consumo doméstico, quer como contribuição ao sistema agroalimentar mais geral. Uma das expressões mais propaladas de sistemas biodiversos é a agrofloresta ou sistema agroflorestal (SAF). São inúmeros os benefícios conhecidos e até mesmo ainda desconhecidos: renda, soberania alimentar, recuperação dos recursos naturais, redução de contaminantes, regulação climática, dentre inúmeros outros. Os benefícios vão além dos aspectos produtivos e de oferecer à família as condições socioeconômicas de sua permanência no campo. Hoje a expectativa é de que os Sistemas Agroflorestais se transformem emuma das mais importantes alternativas ao colapso social e ecológico da atualidade, pela sua “dupla função” – a de buscar simultaneamente metas ecológicas e econômicas. Muito se tem especulado sobre se esses sistemas têm capacidade de suprir as demandas globais por alimentos e ainda promover a conservação dos recursos naturais para as próximas gerações. Após um período de construção social e convergência dialogada (nem sempre fácil) de interesses e de desenvolvimento de um sem-número de experiências locais, atualmente contamos com Sistemas Agroflorestais agroecológicos e biodiversos consolidados, sistemas que, independente de uma bem-vinda elucidação científica, “funcionam”. Na análise de Canuto et al. (2013), isso […] têm possibilitado a permanência e a melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares brasileiros e de outras regiões do nosso planeta. O aprofundamento do conhecimento sobre formas mais adequadas de projetar e desenvolver sistemas complexos é um dos pilares para suplantar a escala de experiências piloto hoje existentes em direção à aplicação socialmente ampla dos Sistemas Agroflorestais. 
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-709-0.
Disponível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/163246/1/2017LV02.pdf (ID_PAT: 20928)
29
Plano de Ação: 03.14.07.001.00.02  
Descrição: RAMOS-FILHO, L. O.;  QUEIROGA, J. L. de;  CORRALES, F. M.;  NOBRE, H. G.;  CANUTO. J. C.;  NEVES, M. C.;  MORICONI, W.   Sistemas agroflorestais e o resgate da agrobiodiversidade em assentamentos rurais de São Paulo: breve histórico da experiência do Sepé Tiaraju.  In: BUSTAMANTE, P. G.; BARBIERI, R. L.; SANTILLI, J. (Ed.). Conservação e uso da agrobiodiversidade: relatos de experiências locais. Brasília, DF: Embrapa, 2017. 512 p. il. color. (Coleção Transição Agroecológica, v. 3).  p. 487-512.   
Parceria/partes: UFRA - Universidade Federal Rural da Amazônia,   
Conteúdo: São relatadas as experiências com sistemas agroflorestais no assentamento Sepé Tiaraju, fundamentas em práticas e concepções agroecológicas, apoiadas por políticas públicas e processos participativos. Sugere-se tais experiências como alternativas para garantia do desenvolvimento rural sustentável, , sob o ponto de vista da equidade social e da preservação dos recursos naturais.  
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-719-9. (ID_PAT: 21609)
30
Plano de Ação: 03.15.00.011.00.02  
Descrição: ROSSMANN, M.;  FLORES, S. W. S.;  CHIARAMONTE, J. B.;  KMIT, M. C. P. ;  MENDES, R.   Plant microbiome: composition and functions in plant compartments.  In: PYLRO, V.; ROESCH, L. (Ed.). The brazilian microbiome. Current status and perspectives. Cham, Switzerland: Springer International Publishing, 2017.  p. 7-20.   
Parceria/partes:  
Conteúdo: Knowledge of the vastness of microbial diversity associated with plants is still limited. Plant microbiome structure and functions are shaped by several factors, including host genotype and developmental stage, the presence or absence of diseases, and environmental conditions. These factors may lead to distinct microbial communities in the rhizosphere, endosphere, and phyllosphere. Studies directed to microbial interactions in plant compartments are fundamental for understanding the microbial ecology of phytobiomes, enabling the development of microbiome-based technologies in the search for sustainable agriculture. In this chapter, we describe plant compartments, i.e., the rhizosphere, phyllosphere and endosphere, and the more common bacterial composition of each compartment. We also discuss manipulation of the plant microbiome toward improved plant health. Advances in this field will lead to strategies where the manipulation of the plant microbiome will allow the reduction of pesticide and fertilizer use in field crops, paving the way to a more sustainable agriculture. 
Observaçao: ISBN: 978-3-319-59995-3 (impresso), ISBN: 978-3-319-59997-7 (eBook).
DOI: 10.1007/978-3-319-59997-7 (ID_PAT: 21342)
31
Plano de Ação: 04.14.07.001.00.04  
Descrição: ABREU, L. S. de;  SANTOS, A. da S. dos;  WATANABE, M. A.   A contribuição dos agricultores familiares da região sul da Amazônia brasileira à crise ecológica global.  In: CANUTO, J. C. (Ed.). Sistemas agroflorestais: experiências e reflexões. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 107-121.   
Parceria/partes: Embrapa Tabuleiros Costeiros (CPATC),   
Conteúdo: Poucos estudos têm analisado o papel da população amazônica para a conservação ecológica da biodiversidade e para a redução dos efeitos da crise ecológica global. Esse estudo aborda experiências com Sistemas Agroflorestais (SAFs) desenvolvidas pela Associação de Agricultores Alternativos (APA), em Ouro Preto do Oeste - RO. O objetivo foi o de verificar se é possível conciliar a conservação ambiental com o desenvolvimento da agricultura familiar no sul da Amazônia. A hipótese é que a agrobiodiversidade associada aos Sistemas Agroflorestais contribui para a minimização da crise ambiental global. Essa afirmação se contrapõe ao velho diagnóstico de culpar os agricultores menos favorecidos economicamente pela destruição de florestas. O estudo documentou cultivos agroflorestais conduzidos por agricultores familiares que contribuem para preservação da floresta e que são ao mesmo tempo produções utilizadas na alimentação. Concluiu-se que essa experiência social contribuiu fortemente para o estabelecimento de uma convivência ética com a natureza e para a construção de uma identidade local ecológica, além de garantir a segurança alimentar. Os obstáculos relacionados à crise administrativa da APA não anulam o sucesso da experiência de SAFs e simbolicamente expressam uma resposta local à crise ecológica global contemporânea. As florestas representam um importante estoque natural de carbono e o desmatamento e as queimadas estão contribuindo para o efeito estufa, uma vez que liberam o carbono armazenado na biomassa florestal para a atmosfera na forma de CO2 (IPAM, 2017). O Brasil está entre os cinco maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa, sendo que 61% das suas emissões são resultantes de mudanças de uso do solo e desmatamento (ESTADOS UNIDOS, 2010). Estima-se que cerca de 55% das emissões antrópicas de metano provêm da agricultura e pecuárias juntas (EMBRAPA MEIO AMBIENTE, 2015) Entre 2003-2008, as criações de gado emitiram 1090 milhões de toneladas de CO2, que representa 75% das emissões da Amazônia, devido ao desmatamento. O restante foram emissões ocasionadas pela agricultura, principalmente, pela produção de soja. Os Sistemas Agroflorestais em oposição a isto, retiram o CO2 da atmosfera, através da fotossíntese. Portanto, são os criadores de gado e agricultores de soja na Amazônia os principais responsáveis pelo desmatamento e emissão de gases de efeito estufa na região. O sistema de uso da terra baseado em Sistemas Agroflorestais tem sido recomendado para diversas situações na América Latina, por um conjunto de autores de reconhecimento mundial no campo da agroecologia (ALTIERI, 2001). Recentemente, alguns autores retraçaram a trajetória do desenvolvimento da agroecologia no Brasil e na América Latina (ABREU; BELLON, 2013). No Brasil, a agroecologia é fonte de inspiração para a construção de sistemas agroalimentares ecológicos que, a partir de 2003, foi fortalecida através de políticas públicas. Este trabalho investiga a possibilidade de conciliar a conservação ambiental com a expansão da agricultura familiar na Amazônia e, consequentemente, reduzir os efeitos da crise ecológica global (gases de efeitos estufa, em especial). Para desenvolver essa proposição, uma pesquisa foi conduzida junto à Associação de Produtores Alternativos (APA), localizada no território de Ouro Preto do Oeste, Rondônia, no Sudoeste da Amazônia, que detém mais de uma dezena de anos de experiência com o desenvolvimento de SAFs, buscando-se entender os aspectos relacionados à agrobiodiversidade e à segurança alimentar. O estudo documentou, dentre outros elementos, os cultivos anuais e perenes, associados ou não, à criação animal, que contribuem para preservação da floresta e que são ao mesmo tempo utilizados na dieta desses agricultores. Um mapeamento e a revisão da literatura permitiram compreender o processo histórico de ocupação regional do Estado de Rondônia. Em seguida, buscou identificar e caracterizar as principais atividades e estratégias desenvolvidas pelos agricultores familiares da APA, no intuito de garantir a reprodução social familiar, cujas ações são direcionadas para a construção e gestão da agrobiodiversidade, através da adoção de SAFs, em suas Unidades de Produção (UP). Esse trabalho de pesquisa permitiu reconstruir a trajetória sócio-profissional dos agricultores da APA e entender os desafios e limites colocados pelas condições concretas de suas experiências coletivas e individuais. No passado, agricultores familiares praticavam agricultura itinerante cortando e queimando as árvores para estabelecer cultivos anuais. Quando o solo se esgotava, estes cultivos eram substituídos por pastagens. Depois do esgotamento das pastagens, a terra era abandonada e a família mudava para outros lugares para explorar novas áreas de florestas. Este fenômeno social e ambiental diminuiu gradativamente no decorrer dos últimos 15 anos (WATANABE; ABREU, 2010). A seguir serão apresentados o contexto local e os principais cultivos anuais, perenes e criações animais oriundas da adoção do modelo alternativo de produção baseado em Sistemas Agroflorestais, para refletirmos em termos gerais sobre as consequências destes sistemas na redução dos efeitos da crise ecológica global. Conclui-se que o apoio institucional e o fortalecimento das organizações sociais e de projetos comprometidos com a construção de agrobiodiversidade são fundamentais para a consolidação e ampliação das experiências ecológicas na Amazônia.  
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-709-0.
Disponível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/163246/1/2017LV02.pdf (ID_PAT: 20926)
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Plano de Ação: 05.12.12.002.00.04  
Descrição: FIGUEIREDO, M. C. B.;  UGAYA, C. M. L.;  MATSUURA, M. I. da S. F.;  BARROS, V. da S.;  SANTOS, T. L. dos   Avaliação da pegada ambiental de produtos.  In: FIGUEIREDO, M. C. B. de; GONDIM, R. S.; ARAGAO, F. A. S. de (Ed.). Produção de melão e mudanças climáticas: sistemas conservacionistas de cultivo para redução das pegadas de carbono e hídrica. Brasília, DF: Embrapa, 2017.   p. 137-163.   
Parceria/partes: Embrapa Agroindústria Tropical (CNPAT),  UFC - Universidade Federal do Ceará,  UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná,   
Conteúdo: A pegada ambiental de produtos é uma medida quantitativa do desempenho ambiental de um produto, considerando toda ou parte da cadeia de suprimento, consumo e pós-consumo, ou seja, o ciclo de vida do produto (EUROPEAN UNION, 2013a). O desempenho ambiental de um produto é avaliado considerando o inventário de consumos (ex.: água e energia) e emissões (ex.: gases de efeito estufa) relacionados ao seu ciclo de vida, na avaliação dos potenciais impactos causados no meio ambiente. O termo “pegada ambiental” foi introduzido pelo Centro de Pesquisa Científica na União Europeia (Joint Research Centre - JRC) com o objetivo de promover a avaliação ambiental de produtos baseada na avaliação de ciclo de vida por parte de empresas e instituições responsáveis pelo seu desenvolvimento e comercialização. Assim, a avaliação da pegada ambiental é ampla, compreendendo as seguintes categorias de impactos ambientais: mudanças climáticas, destruição da camada de ozônio, formação foto-oxidante, emissões de materiais particulados inorgânicos, radiação ionizante, depleção de recursos naturais (minerais e fósseis, incluindo a água), eutrofização marinha e de águas doces, acidificação do solo, mudança no uso da terra (perda de biodiversidade e da qualidade do solo), toxicidade humana e ecotoxicidade (EUROPEAN UNION, 2013a). Estudos de pegada ambiental de produtos podem subsidiar a melhoria da eficiência do uso de recursos naturais e redução de impactos ambientais nos diversos elos da cadeia produtiva associada a um produto. Em 2013, a União Europeia, por meio do JRC, iniciou um programa em conjunto com várias empresas europeias, visando avaliar, informar e reduzir a pegada ambiental de uma série de produtos, em especial alimentícios, como cerveja, café, peixes de água salgada e carne bovina (EUROPEAN UNION, 2013b). A avaliação da pegada ambiental também pode apoiar programas de rotulagem ambiental tipo I, II e III, de acordo com a norma ISO 14020 (ISO, 2000). As rotulagens tipo I e III são certificadas por terceira parte acreditada por órgão normatizador oficial (ex.: ABNT no Brasil), enquanto a rotulagem tipo II é para autodeclaração. As principais diferenças entre os rótulos I e III é que o tipo I segue critérios de desempenho ambiental pré-estabelecidos por uma organização externa à empresa que utiliza o rótulo em seu produto, apresenta um rótulo com o nome do programa ambiental, não informa diretamente o desempenho ambiental de um produto nem obrigatoriamente considera o ciclo de vida do produto. O tipo III requer a aplicação da avaliação de ciclo de vida e informa em rótulo o resultado da pegada ambiental, considerando uma ou mais categorias de impacto. Exemplos de rótulos tipo I são TransferFairTradee Marine Stewardship Council, e de rótulos tipo III, o PAS 2050 (BRITISH STANDARDS, 2011) e ISO 14067 (ISO, 2012), para pegada de carbono, e ISO 14046 (ISO, 2014), para pegada hídrica de produtos. As normas ISO 14020, 14021, 14024 e 14025 definem os procedimentos e requisitos para obtenção de cada tipo de rótulo: i) tipo I, ISO 14024 (ISO, 1999a), ii) tipo II, norma ISO 14021 (ISO, 1999b), e iii) tipo III, norma 14025 (ISO, 2006a). De acordo com a norma ISO 14025, as empresas podem declarar a pegada ambiental de um produto (tipo III) quando seguem os procedimentos de avaliação de ciclo de vida (ACV) estabelecidos na norma ISO 14040 (2006b). Declarações da pegada ambiental de um produto podem ser divulgadas em diferentes formatos, como selos ambientais, rótulos contendo gráficos, boletins ou outros documentos tornados públicos. No que se refere à pegada ambiental de alimentos, o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (United Nations Environmental Program - UNEP) e a Organização para Alimentação e Agricultura (Food and Agriculture Organization - FAO) estabeleceram a Força Tarefa Agroalimentar (FAO/UNEP Agri-Food Task Force). Dentre as ações desse programa, está a promoção de estudos de pegada ambiental de produtos, considerando seu ciclo de vida, por empresas ao setor agroalimentar (MOOMAW et al., 2012). A declaração da pegada ambiental de um produto não é obrigatória por nenhuma legislação, mas uma decisão voluntária de cada empresa. Entretanto, a consciência dos problemas ambientais globais por parte de consumidores e empresas nos últimos 10 anos vem intensificando o desenvolvimento de estudos de pegada ambiental de produtos. Embora o estudo de pegada ambiental seja amplo e preconize a avaliação de várias categorias de impactos ambientais, devido à internacionalização do debate sobre aquecimento global e escassez hídrica, muitos estudos têm focado na avaliação das categorias de impacto: mudanças climáticas, em estudos de pegada de carbono, e escassez hídrica, em estudos de pegada hídrica. Atualmente, grandes empresas varejistas de alimentos, como Tesco (TESCO, 2013) e Dole (DOLE FOOD COMPANY, 2013; SIKIRICA, 2011), realizam a avaliação das pegadas de carbono e hídrica de seus produtos e incentivam toda a cadeia de suprimentos a também realizarem esses estudos. É importante ponderar que estudos de pegada de carbono ou hídrica de produtos agrícolas são pontuais no sentido de que consideram apenas aspectos (ex.: gases de efeito estufa e água consumida) e impactos (ex.: mudanças climáticas e escassez hídrica) ambientais específicos. Uma abordagem ampla das questões ambientais pode somente ser empreendida quando se avalia a pegada ambiental de um produto, ou seja, quando todos os aspectos e impactos ambientais são levantados, considerando os processos relacionados ao ciclo de vida de um produto agrícola. As próximas seções deste capítulo apresentam os conceitos e etapas de estudos de ciclo de vida de produtos. Como já mencionado, a ACV é uma metodologia que precisa ser seguida em quaisquer estudos de pegada ambiental de produtos, ou em estudos de pegada focados em categorias ambientais específicas, como os de pegada hídrica e de carbono. 
Observaçao:  (ID_PAT: 20956)
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Plano de Ação: 05.12.12.002.00.04  
Descrição: FIGUEIREDO, M. C. B.;  BARROS, V. da S.;  SANTOS, T. L. dos;  GONDIM, R. S.;  MATSUURA, M. I. da S. F.;  UGAYA, C. M. L.   Pegada hídrica de produtos agrícolas: estudo de caso do melão amarelo.  In: FIGUEIREDO, M. C. B. de; GONDIM, R. S.; ARAGAO, F. A. S. de (Ed.). Produção de melão e mudanças climáticas: sistemas conservacionistas de cultivo para redução das pegadas de carbono e hídrica. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 187-209.   
Parceria/partes: Embrapa Agroindústria Tropical (CNPAT),  UFC - Universidade Federal do Ceará,  UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná,   
Conteúdo: A água é essencial para a vida humana e fator limitante na produção de alimentos. Cerca de 70% da água doce consumida é utilizado na produção agrícola, sendo esse setor o maior usuário desse recurso no planeta. A preocupação mundial com a eficiência do uso da água na produção agrícola e agroindustrial tornou o tema comum em discussões políticas, econômicas e científicas no século 21 (ENVIRONMENT MANAGEMENT GROUP, 2011; FAO, 2009; UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME, 2012). O aumento da temperatura na Terra (INTERNATIONAL PAINEL ON CLIMATE CHANGE, 2006) aliado ao crescimento rápido da população (FAO, 2009) impulsiona os debates sobre como aumentar a produção de alimentos no planeta, que enfrenta mudanças nos fluxos hídricos. A expectativa de se chegar a uma população de 9 bilhões de pessoas em 2050 demandará aumento de 70% na produção de alimentos, implicando um crescimento de no mínimo 11% no uso de água para irrigação (TURRAL et al., 2011). Essa demanda em regiões semi áridas e áridas implicará maior pressão sobre os recursos hídricos, em um cenário nada confortante de mudanças climáticas. Diante do desafio de produzir mais alimentos e outros bens com maior eficiência no uso da água, diversos estudos vêm avaliando a pegada hídrica de nações (CHAPAGAIN; HOEKSTRA, 2004), organizações (DELOITTE, 2012; INTERNATIONAL UNION FOR CONSERVATION OF NATURE, 2011) e produtos, em especial agrícolas (DEBOER et al., 2013; FIGUEIRÊDO et al., 2014; MEKONNEN; HOEKSTRA, 2011; MEKONNEN; HOEKSTRA, 2012; PFISTER et al., 2009; PFISTER et al., 2011; RIDOUTT; PFISTER, 2012). Em sua maioria, esses estudos apresentam informações relativas à quantidade de água requerida na produção, considerando um determinado processo ou todo o ciclo de vida de um produto agropecuário, e focando a avaliação dos impactos na escassez hídrica. Este capítulo apresenta o conceito de pegada hídrica, os principais métodos disponíveis para inventário e avaliação do impacto do uso da água no ciclo de vida de produtos e a aplicação de um método de pegada, com foco na escassez hídrica, no estudo do melão Amarelo. 
Observaçao:  (ID_PAT: 20957)
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Plano de Ação: 05.13.00.003.00.05  
Descrição: CAPALBO, D. M. F.;  SUZUKI, M. T.   The importance of Bacillus thuringiensis in the context of genetically modified plants in Brazil.  In: FIUZA, L. M.; POLANCZYK, R. A.; CRICKMORE, N. (Ed.). Bacillus thuringiensis and Lysinibacillus sphaericus. Characterization and use in the field of biocontrol. Cham, Switzerland: Springer International Publishing, 2017.  p. 259-271.   
Parceria/partes: UnirG - Centro Universitário de Gurupi,   
Conteúdo: Abstract: Sustainable agriculture requires alternative interventions for pest control and management. In this context the use of microorganisms pathogenic to pests has become even more studied and widespread, especially in the successful case of bioinsecticides based on Bacillus thuringiensis. With advances in recombinant DNA biotechnology, B. thuringiensis has continued to show its potential with the insertion of its insecticide-encoding genes into plants, which thus become resistant to a varied range of pest insects. These Bt plants, often containing multiple Bt genes, are commercially available. And today, after assessing biosafety in several countries around the world, they are adequate to control pests without significant harm to humans or to the environment. If the required safety conditions are maintained, a greater use of these plants is anticipated, guaranteeing an effective tool for an environmentally friendly agriculture.  
Observaçao: ISBN: 978-3-319-56678-8 (impresso), ISBN: 978-3-319-56678-8 (eBook).
DOI: 10.1007/978-3-319-56678-8 (ID_PAT: 20709)
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Plano de Ação: 05.13.25.008.00.04  
Descrição: YOGI, E. dos S.;  BERTAZZO, C. J.;  ALENCAR, M. de C. F.   Roçado, sítio e comunidade Senhor do Bonfim.  In: BERTAZZO, C. J. (org.). Agroecologizando no Cerrado. Catalão: NEPEA, 2016.  p. 97-131.   
Parceria/partes:  
Conteúdo: Resumo: Discute-se nesse artigo os impactos de políticas públicas para agricultura familiar sobre o conhecimento e práticas agrícolas tradicionais na comunidade quilombola Senhor do Bonfim-PB Parte da hipótese de que essas políticas por priorizarem o lado econômico, inserem na comunidade elementos da agricultura modernizada, algo incoerente com o texto da lei de incentivo à agricultura familiar que apresenta como objetivo a sustentabilidade social, ambiental e econômica. Utilizou-se a pesquisa qualitativa com uso de entrevistas semiestruturadas, observação participante e metodologias participativas. Verificou-se que algumas políticas públicas estão a influenciar o modo produtivo dos agricultores permitindo a inserção de elementos da modernização da agricultura com consequente modificações no modo de fazer a agricultura. 
Observaçao: ISBN 978-85-92731-00-7. (ID_PAT: 21057)
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Plano de Ação: 06.13.14.002.00.06  
Descrição: CORRALES, F. M.   Processos participativos e o desenvolvimento rural referenciado na Agroecologia.  In: [FAGUNDES, G. G. ... et al.]; [SOUZA, A. M. ... et al.] (coord). Marco referencial de agroecologia / Rede de Agroecologia da Unicamp. Campinas, SP: Biblioteca / Unicamp, 2017. pt. 2.  p. 41-50.   
Parceria/partes:  
Conteúdo: O processo de geração, aprendizagem e compartilhamento de conhecimentos, realizado no cotidiano das instituições de ensino em Ciências Agrárias, de pesquisa agropecuária e de extensão rural, de modo majoritário é condicionado por saberes que valorizam essencialmente aspectos relacionados à produtividade agrícola. Esse viés dominante orienta fortemente as tomadas de decisões quanto às tecnologias a serem adotadas no meio rural. De modo corrente, os objetos de estudo, os métodos de análise, de interpretação, de avaliação de dados e de intervenção, são definidos com base nas formações acadêmicas presentes nos quadros dessas instituições, destacadamente referenciadas em especializações disciplinares das Ciências Agrárias. Esses conhecimentos especializados são extremamente importantes à agricultura nacional, mas oferecem sérios riscos ao privilegiar uma visão unidirecional de problemas multifatoriais relacionados a questões agrícolas, agrárias, econômicas, sociais, culturais, éticas e ambientais. 
Observaçao: ISBN: 978-85-85783-69-3. (ID_PAT: 21251)
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Plano de Ação: 16.00.2.50.01.16  
Descrição: HAMADA, E.;  OLIVEIRA, E. de;  LANDAU, E. C.;  NOGUEIRA, S. M. C.;  GHINI, R.   Impacto das mudanças climáticas sobre a distribuição geográfica das ferrugens do milho.  In: BETTIOL, W.; HAMADA, E.; ANGELOTTI, F.; AUAD, A. M.; GHINI, R. (Ed.). Aquecimento global e problemas fitossanitários. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 221-242.   
Parceria/partes: Embrapa Milho e Sorgo (CNPMS),  INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,   
Conteúdo: O milho é cultivado em todo o território nacional, principalmente nos Estados do Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Bahia. Atualmente, essa cultura expande-se para novas áreas do Estado do Mato Grosso e do sul do Pará. Dependendo da região geográfica, o milho é cultivado em épocas distintas, essencialmente em safra de verão e em safra de outono (safrinha). Em algumas dessas regiões, é cultivado nessas duas épocas havendo duas safras anuais. Em geral, ocorre grande variação na época de semeadura do milho, seja na safra de verão ou na safra de outono. Nas regiões quentes do País, há cultivo de milho irrigado, o que contribui para maior variação na data de semeadura. O cultivo em safra de verão e em safrinha, e as variações na época de semeadura contribuem para proporcionar a sobreposição de cultivos, e a permanência de plantas de milho no campo durante todo o ano, o que favorece a proliferação e a disseminação de doenças e de insetos-praga. A totalidade da área cultivada com milho, atualmente, no Brasil, abrange cerca de 17 milhões de hectares, com produção total de cerca de 87 milhões de toneladas, sendo a produtividade variável nos diferentes Estados e regiões (CONAB, 2017). Encontram-se atualmente disponíveis no mercado sementes de mais de 200 cultivares de milho. Os níveis de incidência ou de severidade das doenças do milho variam em função do grau de suscetibilidade da cultivar, da agressividadedo patógeno, e das condições favoráveis do ambiente, especialmente do clima, determinando a importância relativa da doença para a cultura. O clima pode ser fator decisivo no desenvolvimento e na severidade de muitas doenças vegetais, incluindo as da cultura do milho. A determinação dos valores das variáveis climáticas que causam essa influência contribui para o desenvolvimento de modelos matemáticos para previsão da curva de progresso da doença na área. Ademais, o conhecimento dos valores dessas variáveis climáticas, associado à disponibilidade de programas computacionais de geoespacialização, permite, atualmente, a elaboração de mapas de risco climático para doenças, por meio da espacialização dessas condições climáticas na área geográfica de interesse, identificando regiões com clima favorável e com clima desfavorável para a doença em cada época do ano. Neste capítulo, são analisados possíveis impactos das mudanças climáticas sobre a distribuição geográfica das ferrugens do milho no Brasil. 
Observaçao: Acessível em http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1077623
Projeto para cadastro Ainfo: 01.07.06.002.05.06 (vigência: 01/2009 a 12/2012) (ID_PAT: 21035)
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Plano de Ação: 16.00.2.50.01.16  
Descrição: ANGELOTTI, F.;  HAMADA, E.;  PEIXOTO, A. R.;  GARRIDO, L. R.   Impacto potencial das mudanças climáticas sobre a distribuição geográfica do cancro-bacteriano da videira no Brasil.  In: BETTIOL, W.; HAMADA, E.; ANGELOTTI, F.; AUAD, A. M.; GHINI, R. (Ed.). Aquecimento global e problemas fitossanitários. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 243-261.   
Parceria/partes: Embrapa Semiárido (CPATSA),  Embrapa Uva e Vinho (CNPUV),  UNEB - Universidade do Estado da Bahia,   
Conteúdo: O cancro-bacteriano da videira, causado pela bactéria Xanthomonas campestris pv. viticola, é uma doença de importância econômica para a cultura, podendo reduzir significativamente a produção (LIMA et al., 1999). O programa oficial de controle do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) incluiu a bactéria e os focos iniciais foram erradicados na maioria dos estados produtores de uva. Assim, o surgimento de novos focos é uma contínua preocupação, pois ainda não existem cultivares resistentes à doença e as medidas de controle não são totalmente eficazes. A doença ocorre com maior intensidade no período chuvoso, associado a temperaturas acima de 25°C (NASCIMENTO et al., 2006). Assim, essa doença poderá ser uma ameaça no cenário climático futuro que prevê o aumento da temperatura, principalmente para regiões produtoras de uva, que ainda não têm a presença do patógeno. Atualmente, uma das metodologias para prever os impactos de problemas fitossanitários frente às mudanças climáticas é a modelagem. O aumento no conjunto de dados climáticos, a maior cobertura geográfica e a maior variedade de medições têm proporcionado um progresso significativo para modelagem climática, aumentando a complexidade e a confiabilidade desses modelos nos últimos anos. Assim, esta ferramenta tem contribuído para simular a distribuição geográfica e temporal de pragas e doenças, permitindo o desenvolvimento de estratégias de controle e a adoção de medidas de mitigação e adaptação (HAMADA et al., 2015). 
Observaçao: Acessível em http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1077623
Projeto para cadastro Ainfo: 01.07.06.002.05.05 (vigência: 01/2009 a 12/2012) (ID_PAT: 21036)
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Plano de Ação: 16.00.2.50.01.16  
Descrição: BUENO, A. de F.;  BORTOLOTTO, O. C.;  BUENO, R. C. O. de F.;  HAMADA, E.;  FAVETTI, B. M.;  SILVA, G. V.   Efeitos do aquecimento global sobre pragas de oleaginosas.  In: BETTIOL, W.; HAMADA, E.; ANGELOTTI, F.; AUAD, A. M.; GHINI, R. (Ed.). Aquecimento global e problemas fitossanitários. Brasília, DF: Embrapa, 2017.  p. 280-347.   
Parceria/partes: Embrapa Soja (CNPSO),  UEL - Universidade Estadual de Londrina/PR,  Unicentro - Universidade Estadual do Centro Oeste,  UNESP - Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho,   
Conteúdo: Os cenários climáticos futuros indicam aumento da temperatura global, além de alterações na umidade relativa e taxas de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera terrestre. Essas mudanças no clima estão ocorrendo em decorrência das alterações na composição química da atmosfera, resultantes da intensificação de atividades antrópicas, como a elevação da concentração de gases de efeito estufa, principalmente o CO2, metano (CH3) e óxidos de nitrogênio (NO), que levam a modificações intensas no regime climático global (COSTA, 2004; GHINI et al., 2008). Isso interfere nas condições ambientais e, consequentemente, na infestação de pragas e na produção agrícola mundial de diferentes culturas (EEROLA, 2003; NÓBREGA, 2008), como a soja, colza, girassol e amendoim, entre outras. Discussões sobre as mudanças climáticas em escala global têm sido realizadas por iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que levaram à criação, em 1988, do “Intergovernmental Panel on Climate Change” (IPCC). O IPCC é um órgão de referência e autoridade científica em relação ao aquecimento global, e tem como finalidade fornecer informações científicas sobre eventos climáticos e fazer previsões sobre mudanças futuras, contando com a parceria de diversos centros de pesquisa em todo o mundo (MARENGO; VALVERDE, 2007). O Quarto Relatório do IPCC prevê que a temperatura média global deve sofrer elevação entre 1,4°C a 5,8°C em decorrência, principalmente, do aumento da concentração dos gases de efeito estufa (CHRISTENSEN et al., 2007). Isso traz consequências indesejáveis, como a alteração na disponibilidade de recursos hídricos, mudanças significativas nos agroecossistemas e a extinção ou favorecimento de algumas espécies de artrópodes que impactam de forma favorável (inimigos naturais e outros insetos benéficos) ou desfavorável (pragas) na produção de culturas agrícolas de importância mundial, como as oleaginosas (EEROLA, 2003; ESTAY et al., 2009). Entre os gases que causam o efeito estufa está o CO2. Apesar desse efeito maléfico, principalmente quando em concentrações mais elevadas, este gás é um componente essencial para a fotossíntese das plantas e, consequentemente, indispensável para a produtividade dos agroecossistemas. Além dos possíveis impactos sobre a fotossíntese, acredita-se que nas próximas décadas, alterações na concentração de CO2 em nível global poderão ter também influência sobre a distribuição e abundância de diversas espécies de artrópodes de importância agronômica (ROOT et al., 2003). Isso ocorrerá porque o aumento da concentração de CO2 traz, entre outras consequências, uma elevação da temperatura. Isso terá um efeito importante sobre o desenvolvimento e sobrevivência dos insetos. A maioria dos artrópodes é pecilotérmica e, portanto, tem crescimento que segue uma curva sigmóide, em que a sobrevivência e a fecundidade são influenciadas negativamente por temperaturas extremas (limítrofes - altas ou baixas). Entre esses limites extremos há geralmente uma relação linear positiva entre o desenvolvimento do artrópode e a temperatura (BOWLER; TERBLANCHE, 2008). Sendo assim, mesmo que numa visão simplificada das possíveis interações que podem ocorrer, mudanças na temperatura, usualmente associadas às alterações na precipitação, terão efeitos diretos e indiretos na abundância e na adaptação dos artrópodes nos diferentes agroecossistemas (MCLAUGHLIN et al., 2002), influenciando seu desenvolvimento, reprodução, comportamento e ocorrência nos diferentes níveis tróficos, ou seja, nos organismos que causam prejuízo para as diferentes culturas, nos seus competidores e também nos inimigos naturais dessas pragas (PATTERSON et al., 1999; SALVADORI; PARRA, 1990; ULRICHS; HOPPER, 2008). Na literatura científica existem alguns estudos reportando a influência das alterações do clima em invertebrados que ocorrem nos agroecossistemas, demonstrando a importância desse tema para o futuro da agricultura mundial (STIREMAN et al., 2005) e, consequentemente, para o cultivo de plantas de interesse agronômico como as oleaginosas. É importante salientar que o sucesso ou o fracasso de uma espécie de artrópode frente às mudanças climáticas pode variar em decorrência das circunstâncias ecológicas de cada sistema e do organismo em questão, que pode diferir em sua capacidade de adaptação. Isso ocorre porque os artrópodes podem apresentar estratégias variadas para evitar os extremos térmicos, como esconder-se em buracos, debaixo de folhas ou realizar suas atividades ao amanhecer e/ou entardecer (GULLAN; CRANSTON, 2008). Esses podem, ainda, alterar o comportamento realizando migração, ou entrando em quiescência ou diapausa, por exemplo. A quiescência é um estado de “dormência” como consequência das condições ambientais adversas, como mudanças súbitas de temperaturas, não antecipadas e acíclicas, geralmente de curta duração. Diferentemente, a diapausa caracteriza-se pela interrupção temporária do desenvolvimento ou da atividade reprodutiva (NECHOLS et al., 1999). A inserção da diapausa em um ciclo de vida requer mecanismos de percepção do monitoramento ambiental para ativar mecanismos que alteram o desenvolvimento, diminuindo a atividade metabólica para preservar somente as atividades vitais (DENLINGER, 2002). Portanto, é comum que os insetos que habitam sistemas agrícolas, com longos períodos com baixas temperaturas, principalmente nas regiões de clima temperado, tenham a capacidade de entrar em diapausa. Em contrapartida, os insetos comumente encontrados nas regiões sub e neotropicais caracterizam-se por simplesmente interromper as atividades metabólicas pelo período com temperaturas extremas. Apesar dos modelos climáticos globais projetarem maior aumento de temperatura próximo aos pólos, com menor efeito da elevação da temperatura sobre as pragas de regiões tropicais, como o Brasil, espera-se que alguns insetos menos tolerantes às mudanças térmicas tenham também os ciclos de vida comprometidos mesmo nestas regiões (CHRISTENSEN et al., 2007). Assim, tentar entender as alterações na composição da entomofauna da agricultura frente às mudanças climáticas permitirá ao agricultor se preparar para os efeitos do aquecimento global e mitigar possíveis efeitos negativos sobre o manejo integrado de pragas (MIP) nessas culturas. Portanto, neste capítulo serão abordados os possíveis efeitos práticos do aquecimento global sobre as pragas nas culturas da soja, girassol, colza e amendoim. Tal informação pode interferir no MIP dessas culturas, mesmo que utilizando uma abordagem mais simplificada desses sistemas produtivos e mais focada nos efeitos das alterações da temperatura sobre os artrópodes. É importante esclarecer que não é pretensão dos autores esgotar todas as possibilidades de impacto do aquecimento global sobre essas pragas. Nesse contexto, é importante destacar que as mudanças climáticas são um conjunto de eventos climáticos muito mais complexos do que apenas o simples aumento da temperatura e, diferentes interações no sistema praga, planta hospedeira e inimigos naturais podem ocorrer e são de difícil previsão e estudo. 
Observaçao: Acessível em http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1077623
Projeto para cadastro Ainfo: 01.07.06.002.05.04 (vigência: 01/2009 a 12/2012) (ID_PAT: 21037)
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Plano de Ação: 16.00.2.50.01.16  
Descrição: BENCHIMOL, R. L.;  VAZ, A. P. A.;  TERAO, D.;  GASPAROTTO, L. ;  PEREIRA, J. C. R.;  SILVA, C. M. da;  SOUZA, E. C. P.   Doenças causadas por fungos em plantas ornamentais no estado do Pará.  In: BENCHIMOL, R. L.; ISHIDA, A. K. N.; CONCEIÇÃO, H. E. O. da (Ed.). Doenças causadas por fungos, bactérias e vírus em plantas ornamentais. Brasília, DF: Embrapa, 2016. Cap. 1, p. 13-27.      
Parceria/partes: Embrapa Amazônia Ocidental (CPAA),  Embrapa Amazônia Oriental (CPATU),  UFPA - Universidade Federal do Pará,  UFRA - Universidade Federal Rural da Amazônia,  CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico,  Embrapa Produtos e Mercado (SPM),   
Conteúdo: Antracnose. Hospedeiros. Agente etiológico. Sintomas. Medidas de controle. Queima de Rhizoctonia. Cercosporiose. Mancha de bipolaris. Mancha de curvularia. Ferrugem. Oídio. Podridão de rizomas. Podridão de esclerócio. Murcha vascular. Sigatoka-negra.  
Observaçao: ISBN: 978-85-7035-583-6.
Exemplar impresso do livro doado à Biblioteca. (ID_PAT: 21087)
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