PAT 2022 - Dissertação ou Tese
1
Plano de Ação: 10.20.00.058.00.02  
Descrição: MARINHO-PRADO, J. S.   Fusarium oxysporum f. sp. cubense: hospedeiros alternativos e vetor.  
Aluna: Maria Laura Urbano Nascimento. Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Alegre. Coorientadora: Jeanne Scardini Marinho-Prado. 2021. 102 f.      
Parceria/partes: UFES - Universidade Federal do Espírito Santo,   
Conteúdo: Resumo: Uma das doenças mais importantes na cultura da bananeira é a fusariose da bananeira (FB), causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc). Pouco se sabe sobre a atuação de hospedeiros alternativos e de um possível vetor na dispersão e persistência da doença no campo. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi verificar o potencial de plantas daninhas e plantas utilizadas como coberturas vegetais como hospedeiras alternativas de Foc e a atuação da broca-da-bananeira (Cosmopolites sordidus) na disseminação da doença. Para o estudo de hospedeiros alternativos, dez espécies de plantas daninhas coletadas próximas a plantas de bananeira apresentando sintomas de FB foram submetidas ao isolamento de Foc possivelmente presente em tecidos de parte aérea e raízes. Após o isolamento, aqueles isolados identificados como F. oxysporum por meio do sequenciamento das regiões ITS e o gene que codifica para TEF-1α foram submetidos a testes de patogenicidade para a bananeira (Cultivar Maçã, AAB). Além disso, sementes de seis espécies de plantas utilizadas como coberturas vegetais foram desinfestadas e semeadas em substrato infestado com Foc isolado CMAA1807. Aos 75 dias após a semeadura, amostras de raízes e parte aérea dessas plantas foram coletadas visando o reisolamento e confirmação da presença de Foc CMAA1807 através de reação de PCR. Para o estudo do papel da broca-da-bananeira na disseminação da doença, insetos adultos coletados em áreas contrastantes em função da presença da FB (parcelas Foc+ e Foc-) foram analisados quanto à presença de esporos de Foc possivelmente associados ao exoesqueleto ou no trato digestivo. Após a obtenção dos isolados, aqueles identificados como F. oxysporum foram submetidos a testes de patogenicidade em bananeira. Numa segunda etapa, indivíduos adultos de C. sordidus foram expostos à fonte de inóculo de Foc isolado CMAA1807 e colocados em contato com mudas de banana para a avaliação do seu potencial como vetor da doença. Foi verificado que algumas leguminosas podem servir como hospedeiras alternativas de Foc, como a Crotalaria ochroleuca, Crotalaria spectabilis, Raphanus sativus e Canavalia ensiformis, das quais foi possível reisolar o isolado CMAA1807. Como resultados das coletas realizadas em campo, foi possível isolar colônias de F. oxysporum associadas a plantas daninhas e ao exoesqueleto de adultos de C. sordidus. No entanto, ao testar a patogenicidade em bananeira, não foram observados sintomas típicos da FB, o que sugere que estes isolados possivelmente não se tratavam de Foc. Ao avaliar a dinâmica da interação entre a broca-da-bananeira e o agente causal da FB, foi observado que pode haver a associação fungo-inseto sobre a incidência e intensidade da doença em bananeira.  
Observaçao: Acessível em: https://sappg.ufes.br/tese_drupal//tese_15436_Maia%20Laura%20Urbano%20Nascimento.pdf (ID_PAT: 29533)
2
Plano de Ação: 16.00.2.50.01.16  
Descrição: BIASOTO, A. C. T.   Acerool: bebida alcoólica desenvolvida a partir acerola, caracterização do perfil sensorial e aceitabilidade do produto utilizando diferentes métodos de elaboração.  
Aluna: Sylvia Karoline Silva Santos. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) - Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão. Orientadora: Aline Telles Biasoto Marques. 2022. 76 f.     
Parceria/partes: UFS - Universidade Federal de Sergipe,   
Conteúdo: Resumo: A acerola é uma frutífera oriunda da América Central que apresenta aroma e sabor exóticos, coloração atrativa, como também elevadas concentrações de ácido ascórbico, carotenoides e compostos fenólicos, fitoquimicos importantes na prevenção de doenças crônico degenerativas. Essas características contribuem para o seu potencial para o consumo in natura e para a industrialização. A acerola é comumente vendida verde, em estádio de maturação denominado como imaturo, para a produção industrial de vitamina C, devido ao seu alto teor de ácido ascórbico. Mas o fruto ainda é subutilizado pelas agroindústrias, sendo fundamentalmente destinado a produção de polpas e sucos, devido a elevada perecibilidade e alta acidez. Neste sentido, o objetivo do trabalho foi avaliar o perfil sensorial e a aceitabilidade de bebida alcóolica desenvolvida a partir da fermentação da acerola utilizando leveduras comerciais, sendo o produto obtido denominado Acerool. O desenvolvimento do Acerool, corresponde a uma forma de inovação tecnológica para o processamento da acerola, agregando valor à matéria-prima e representando-se como forma de aumento de lucratividade para produtores e agroindústrias. Esta bebida, que é fonte de compostos bioativos com propriedades benéficas à saúde, pode ser servida gelada como aperitivo, ou ainda utilizada em coquetéis, em substituição do Bitter, e no preparo de Shrubs. Para a elaboração do Acerool, esta pesquisa utilizou a cultivar Junko em estádio maduro de maturação e diferentes métodos de processamento do fruto (n = 4), foram eles: Acerool elaborado a partir de polpa de acerola congelada, obtida em despolpadeira, seguido de debourbage (8ºC por 12h), fermentação alcóolica e clarificação/estabilização a frio (tratamento APOLP); Acerool elaborado a partir de acerolas in natura prensadas em prensa hidráulica, seguido de debourbage (8ºC por 12h), fermentação alcóolica e clarificação/estabilização a frio (tratamento APD); Acerool elaborado a partir de acerolas previamente maceradas a frio (8ºC) durante 24h, seguido de prensagem, seguido de debourbage (8ºC por 12h), fermentação alcóolica e clarificação/estabilização a frio (tratamento AMPFF); e Acerool elaborado a partir de acerolas em maceração durante a fermentação alcóolica durante 96h, seguido de prensagem e continuação da fermentação alcóolica, e então clarificação/estabilização a frio (tratamento AMF). Para a elaboração de todos os tratamentos, o mosto de acerola foi diluído com água mineral na proporção de 1:1 em peso. Para determinação de parâmetros de qualidade do produto, 12 meses após engarrafadas as amostras de Acerool foram analisadas quanto ao pH, acidez total e volátil, coloração (sistemas CIELab e CIEL*C*h), teor alcóolico e açúcares totais. Simultaneamente as amostras foram re-engarrafadas em garrafas de vidro de 50mL e distribuídas para 60 consumidores de bebidas alcóolicas. Os voluntários realizaram a análise sensorial das amostras em seu domicílio, seguindo as recomendações descritas no questionário que foi distribuído de forma on-line. Nessa avaliação sensorial, foi analisada a aceitação hedônica da aparência, aroma, sabor e impressão global, utilizando escalas hedônicas tradicionais de nove pontos, e a Intenção de Compra do Acerool caso o produto estivesse a venda, a partir do Teste de Intenção de Compra. Adicionalmente, os consumidores descreveram o perfil sensorial das amostras a partir da técnica RATA (Rate-all-that-Apply), sendo os atributos previamente escolhidos por grupo de foco. O Acerool elaborado utilizando o tratamento APD destacou-se no Teste de Intenção de compra, em aceitação do sabor e global, apresentando-se também significativamente menos ácido, e com maiores intensidades de gosto doce e sabor frutado, segundo o teste RATA. De acordo com o modelo de Regressão por Mínimos Quadrados Parciais (PLS), maiores intensidades de atributos como gosto ácido, gosto amargo, adstringência e sabor amadeirado, correlacionaram-se negativamente com a aceitação global do Acerool, corroborando para que as amostras obtidas dos tratamentos AMF e AMPFF fossem rejeitadas pelos consumidores em relação a impressão global. 
Observaçao:  (ID_PAT: 31336)
3
Plano de Ação: 16.00.2.50.01.16  
Descrição: BIASOTO, A. C. T.   Produção de fermentado de acerola: influência de diferentes métodos de elaboração na composição físico-química, conteúdo de compostos bioativos e capacidade antioxidante do produto.  
Aluna: Sylvia Karoline Silva Santos. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) - Universidade Federal de Sergipe, São Cristovão. Orientadora: Aline Camarão Telles Biasoto, 2022. 64 f.     
Parceria/partes: UFS - Universidade Federal de Sergipe,   
Conteúdo: Resumo: Nos últimos anos, diversos produtos vêm sendo elaborados a partir desse fruto e o fermentado alcoólico de acerola, bebida alcóolica similar ao vinho, corresponde a uma forma de inovação tecnológica agregando valor à matéria-prima. Assim, este trabalho objetivou desenvolver um novo método para a elaboração do fermentado de acerola, direcionando a cultivar, e as etapas do processo necessárias para a elaboração em escala piloto de bebida de alta qualidade nutracêutica e sensorial. Utilizou-se a cultivar Junko, do campo experimental da EMBRAPA Semiárido Petrolina-PE. Foram utilizados para a elaboração dos fermentados 4Kg do fruto e 4Kg de água para cada um dos quatro tratamentos em duplicata cada, Despolpado (T1), Prensagem Direta (T2), Maceração pré fermentativa (8°C) por 24h (T3) e Maceração por 96h durante a fermentação alcoólica (T4), totalizando 8 garrafões. Utilizou-se também insumos enológicos e após finalizado os mesmas foram engarrafadas e analisadas. Foram avaliados parâmetros físico-químicas, capacidade antioxidante e ácido ascórbico. Os fermentados apresentaram em média pH 3,57, as médias de acidez total 87,06 meq/L e volátil 15,17 meq/L ficaram dentro dos padrões exigidos por lei. O teor de vitamina C foi elevado, com média de 181,70 mg/100g, a bebida apresentou alto teor de fenólicos 4310 mg/L e antocianinas 18,89 mg/L. A capacidade antioxidante para DPPH 22,62 ?mol TEAC.mL, FRAP 19,43 mmol TEAC/L e ABTS 19,46 mmol TEAC/L. Conclui-se que os fermentados ficaram dentro dos padrões da legislação, contudo, aplicando a maceração dos frutos durante 96h junto à etapa de fermentação alcóolica (18ºC), foi possível a obtenção da bebida com maior potencial nutracêutico. A bebida ficou com coloração vermelha e atraente, apresentando boa limpidez e brilho no aspecto visual. O rendimento de acerola in natura em fermentado foi bastante elevado, sendo superior a 100%. 
Observaçao:  (ID_PAT: 31337)
4
Plano de Ação: 16.00.2.50.01.16  
Descrição: BIASOTO, A. C. T.   Potencial da maceração pré-fermentativa a frio das uvas Viognier, Grenache e Syrah na elaboração de vinhos espumantes pelo método tradicional no Vale do Submédio São Francisco.  
Aluna: Ana Paula André Barros. Tese (Doutorado em Biotecnologia) - Universidade Federal da Bahia, Instituto de Ciências da Saúde, Salvador. Orientadora: Aline Camarão Telles Biasoto. 2022. 149 f.     
Parceria/partes: UFBA - Universidade Federal da Bahia,   
Conteúdo: Resumo: Os vinhos espumantes elaborados pelo método tradicional têm alto valor agregado no mercado e sua produção vem se destacando cada vez mais ao redor do mundo. O Brasil vem acompanhando esse crescimento e este produto hoje se ressalta como o líder de vendas da vitivinicultura nacional e o mais exportado. Para a cadeia vitivinícola do Vale do Submédio São Francisco (VSSF), região de clima tropical semiárido, localizada nos estados de Pernambuco e Bahia, o vinho espumante também se constitui no produto mais importante. Assim, buscando o maior desenvolvimento da vitivinicultura regional e, consequentemente nacional, o principal objetivo desta tese foi avaliar o potencial de uvas cultivadas no VSSF para elaboração de vinhos espumantes brancos, rosés e tintos pelo método tradicional, até então um método não utilizado comercialmente nesta região. Para isso, foram escolhidas as cultivares Viognier, Grenache e Syrah, já adaptadas à região e, além disso, foram aplicadas e avaliadas duas práticas enológicas: a maceração pré- fermentativa a frio com uso de refrigeração e o envelhecimento sobre borras de leveduras (autólise). Estes estudos avaliaram a composição físico-química, fenólica, volátil e capacidade antioxidante de vinhos espumantes brancos e rosés das cultivares Viognier e Grenache elaborados com diferentes tempos de maceração pré-fermentativa a frio (0, 24 e 72 h); e vinhos espumantes tintos a partir da cultivar Syrah, elaborados com diferentes tempos de maceração pré-fermentativa a frio (0, 24 e 72 h) e autólise (3 e 18 meses). Os vinhos espumantes Viognier e Grenache foram analisados após 18 meses de autólise, sendo avaliados os parâmetros enológicos e colorimétricos, compostos fenólicos por HPLC-DAD-FD e espectrofotometria, e a capacidade antioxidante pelos ensaios de DPPH e FRAP. Os uso da maceração pré-fermentativa a frio no vinho espumante branco ?Viognier? por 24 h aumentou os teores de kaempferol-3-O-glicosídeo e quercetina-3-β- D-glicosídeo, já com 72 h promoveu ao produto maiores concentrações de (-)- epicatequina, procianidina B2 e teores de fenólicos totais. No vinho espumante rosé ?Grenache?, 24 h de maceração aumentou os teores de ácido clorogênico, ácido cafeico e quercetina-3-β-D-glicosídeo. Os resultados também apontaram que, para manter a capacidade antioxidante do produto, recomenda-se a utilização de 72 h de maceração pré-fermentativa a frio para a elaboração do vinho espumante com a cultivar Viognier e até 24h para a Grenache. Em uma primeira parte do estudo com os vinhos espumantes tintos elaborados com a cultivar Syrah, foi realizada a caracterização do perfil de compostos fenólicos por HPLC-DAD (n = 21), avaliação da capacidade antioxidante (ensaios ABTS, DPPH e FRAP) e da cor (sistemas CIELab e CIEL*C*h). O teor de compostos fenólicos totais e a capacidade antioxidante foram maiores com maior tempo de maceração (72 h) e de autólise (18 meses). Na segunda parte do estudo com vinhos espumantes tintos Syrah, foi avaliado o impacto do tempo da maceração pré-fermentativa a frio e da autólise sobre o perfil de compostos voláteis. Foram identificados sessenta e cinco compostos voláteis entre ésteres, álcoois, ácidos carboxílicos, aldeídos, terpenos, cetonas, nessa ordem de importância. A maceração pré-fermentativa a frio e o tempo de envelhecimento sobre as borras afetaram significativamente a composição volátil dos vinhos espumantes tintos. A análise de agrupamento hierárquico e mapa de calor evidenciou que a autólise foi o principal fator para segmentar as amostras em função dos compostos voláteis encontrados em concentrações acima do limiar de odor. O vinho espumante com 72 h de maceração e 3 meses de autólise se destacou entre todas as amostras com maiores concentrações de compostos voláteis que remetem a notas frutadas, florais e adocicadas. Espera-se que, com os resultados dessa tese, nos próximos anos, os vinhos espumantes elaborados pelo método tradicional se tornem uma alternativa de produção e mercado no VSSF, movimentando a cadeia vitivinícola regional e nacional e agregando valor ao produto. 
Observaçao:  (ID_PAT: 31338)
5
Plano de Ação: 20.18.03.031.00.02  
Descrição: RAMOS-FILHO, L. O.   Práticas e percepções de agricultoras e agricultores sobre o manejo do capim-mombaça (Megathyrsus maximus Jacq.) em sistemas agroflorestais.  
Aluno: Marcelo Gomes Barroca Xavier. Dissertação (Mestrado em Agroecologia e Desenvolvimento Rural) - Universidade Federal de São Carlos, campus Araras, Araras. Coorientador: Luiz Octávio Ramos Filho. 2022. 72 f.     
Parceria/partes: UFSCar - Universidade Federal de São Carlos - campus Araras,   
Conteúdo: Resumo: Ancorada nas práticas e saberes de povos e comunidades tradicionais e no diálogo desses saberes com a ciência, a agroecologia busca resgatar e desenvolver práticas de produção baseadas em princípios ecológicos. Os processos que consistem na transformação de um sistema convencional para sistemas sustentáveis de produção, compreendem a transição agroecológica. Os sistemas agroflorestais (SAFs) são importante alternativa para essa transição. Nos SAFs, é primordial a produção local de biomassa para cobertura do solo. As gramíneas, por suas características de adaptabilidade e produtividade, vêm sendo utilizadas em SAFs, dentre elas, o capim mombaça (Megathysus maximus Jaq.), sendo cultivado em faixas e cortado sistematicamente. Através de entrevistas semiestruturadas, o presente estudo buscou compreender e sistematizar as práticas e percepções de agricultores sobre o manejo do mombaça em SAFs. As entrevistas foram realizadas com sete interlocutores, sendo cinco homens e duas mulheres, de 31 e 60 anos. Os interlocutores compreendem experiências de três diferentes estados brasileiros (São Paulo, Minas Gerais e Paraná), bem como do Distrito Federal. O conteúdo das entrevistas foi organizado nas seguintes categorias: 1) ponto de corte; 2) altura de corte; e 3) aspectos da mecanização. Em relação aos critérios utilizados para o corte do capim, os agricultores mencionam aspectos como a “fase pré-floração”, “capim jovem” e “antes de envelhecer”. A altura, “cerca de 1 metro”, assim como a disponibilidade de mão de obra também foram apontadas como fatores que influenciam o ponto de corte do capim. Sobre a altura de corte, os interlocutores mencionaram preferência por alturas mais baixas, de 5 a 15 cm, para promover maior perfilhamento na rebrota. Segundo os interlocutores, os maquinários são fatores limitantes. Os maquinários citados foram: roçadeira de mochila, micro-trator, roçadeira tratorizada, cata-capim (máquina forrageira) e roçadeira ecológica. As entrevistas se mostraram importante ferramenta para identificar as práticas e percepções dos agricultores, contribuindo para trazer a voz e a experiência de quem está na prática para dialogar com os saberes que se desenvolvem no contexto acadêmico-científico. 
Observaçao: Acessível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/16926 (ID_PAT: 31090)
6
Plano de Ação: 20.18.03.031.00.02  
Descrição: RAMOS-FILHO, L. O.   Aplicação de análise dimensional no estudo de máquinas agrícolas para manejo de biomassa de sistemas agroflorestais.  
Aluno: Gelton Fernando de Morais. Dissertação (Mestrado em Engenharia Agrícola) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas. Coorientador: Luiz Octávio Ramos Filho. 2022.   170 p.   
Parceria/partes: UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas,   
Conteúdo: Resumo: Esta pesquisa avalia mecanização para Sistemas Agroflorestais (SAFs) cultivados pela agricultura familiar a partir de método da “Análise Dimensional” para avaliar os dados obtidos em experimento de campo. Neste experimento, três máquinas diferentes cortaram a biomassa de capim-mombaça (Megathyrsus maximus Jacq) produzida nas entrelinhas de SAFs e foram coletados dados sobre parâmetros pré-definidos para compreensão do fenômeno de estudo e comparação dos tratamentos. As máquinas utilizadas já existem no mercado, sendo elas: i) roçadora costal (RC); ii) roçadora rotativa montada ao trator (RRM); iii) mini colhedora de grãos (MC). Os experimentos foram realizados entre os anos de 2020 e 2022, na Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna, no estado de São Paulo. O objetivo deste estudo foi avaliar a adequação de máquinas para realizar o trabalho em questão. É sabido que o mercado carece de maquinário específico para manejar os SAFs dentro de suas complexidades, fato este que faz com que os manejos realizados pela agricultura familiar sejam geralmente manuais, o que exige muito tempo, mão de obra e esforço físico. Este estudo visa contribuir para o desenvolvimento e avanço das pesquisas para a mecanização dos processos, para que seja possível otimizar o manejo de forma a reduzir o tempo de trabalho, gastos financeiros e desgaste físico. Isto possibilitará maior aderência dos/as agricultores/as para realizar a transição de sistemas convencionais para o agroflorestal, de maneira a incentivar a expansão de áreas cultivadas com sistemas sustentáveis e minimizar ou até mesmo reverter os impactos ambientais causados pela agricultura moderna. A RC é indicada para garantir a melhor vigor de rebrota, maior produção de massa seca e melhor correlação entre consumo de combustível e resposta da planta ao corte. A MC é indicada para reduzir o tempo de amontoa do capim e reduzir os custos operacionais totais, bem como para obter melhor previsibilidade financeira dos gastos com combustível e, assim como a RC, para obter maiores produções de biomassa. A RRM é indicada para reduzir o tempo de trabalho, para a obtenção da melhor correlação entre tempo de trabalho e custo de mão de obra e para obter boa previsibilidade financeira dos gastos com mão de obra. A RRM é indicada para manejos em escalas maiores pois os custos financeiros totais acabam sendo menores. 
Observaçao: Disponível em: https://hdl.handle.net/20.500.12733/7353. Acesso em: 17 fev. 2023. (ID_PAT: 31945)
7
Plano de Ação: 20.19.00.047.00.04  
Descrição: ANDRADE, C. A. de   Emissão de N2O e CH4 a partir de pastagem manejada com fertilização nitrogenada ou uso de consórcio com leguminosa.  
Aluna: Larissa Maria Vaso. Dissertação (Mestrado em Agricultura Tropical e Subtropical, Gestão de Recursos Agroambientais) – Instituto Agronômico, Campinas, SP. Orientador: Cristiano Alberto de Andrade. 2022. 52 f.      
Parceria/partes: IAC - Instituto Agronômico,   
Conteúdo: Resumo: A agricultura nacional responde por cerca de 1/3 das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do país, sendo a os subsetores fermentação entérica e solos manejados responsáveis por 87% do total emitido. Num cenário de intensificação da pecuária, com especial atenção as boas práticas agrícolas para aumento da oferta e qualidade da forragem, torna-se fundamental conhecer as emissões de GEE a partir do sistema solo-planta, além do animal. O objetivo da pesquisa foi quantificar emissões de GEE (CO2, CH4, N2O) em pastagens submetidas a fertilização mineral ou uso de leguminosa em consórcio com braquiária, de forma para contribuir o aprimoramento das avaliações do impacto de práticas de manejo para a intensificação sustentável do setor pecuário brasileiro. O experimento foi conduzido de novembro de 2019 a março de 2020, no Instituto de Zootecnia, em Nova Odessa-SP. O monitoramento (111 dias) das emissões de GEE utilizou câmaras estáticas e ocorreu em três condições: pasto exclusivo de braquiária (Urochloa brizantha cv. Marandu) e sem suplementação proteica aos animais; pasto exclusivo de braquiária e com suplementação proteica aos animais; e pasto de braquiária + leguminosa (Macrotyloma axilare). Os tratamentos com braquiária foram fertilizados com nitrato de amônio (50 kg ha-1 de N) em dezembro de 2019. O manejo do pastejo dos bovinos foi lotação variável em função da oferta de forragem. O tratamento estatístico dos resultados envolveu a exclusão de outliers (Box Plot) e uso de análise de variância e teste t (LSD) 5% para comparação dos tratamentos. O pasto exclusivo com braquiária e sem suplementação proteica aos animais emitiu valores acumulados de N2O (0,14 kg N2O ha-1 ) superiores aos valores verificados nos demais tratamentos (0,11 e 0,07 kg N2O ha-1 , respectivamente para o pasto de braquiária e suplementação proteica e o pasto consorciado com leguminosa), o que num primeiro momento pareceu contraditório em função da aparente menor disponibilidade de N no sistema. No entanto, com a suplementação proteica aos animais, bem como no pasto consorciado com leguminosa, o aporte indireto de N no solo (via excreta animal enriquecida com N ou via leguminosa) estimulou a produção de biomassa nesses tratamentos, que apresentaram valores médios em base seca de 5683 kg ha-1 , contra os 6353 kg ha-1 produzidos pela braquiária no tratamento sem complementação animal. Os resultados de nitrato e amônio no solo confirmaram a menor disponibilidade de N no sistema para a emissão na forma de N2O nos tratamentos com pasto de braquiária e suplementação proteica e pasto consorciado. As emissões de CH4 foram negativas em todos os tratamentos, significando consumo de metano pelos pastos. De forma geral, as emissões de N2O foram baixas e o fator de emissão calculado foi igual a 0,12%, ou seja, inferior ao valor default do IPCC de 1,6% do N aplicado, considerando regiões de clima úmido. 
Observaçao: Acessível em: https://www.iac.sp.gov.br/areadoinstituto/posgraduacao/repositorio/ (ID_PAT: 31986)
8
Plano de Ação: 20.19.00.128.00.02  
Descrição: TERAO, D.   Eficiência de tecnologias limpas no controle da podridão azeda em laranja 'Lima'.  
Aluna: Adriane Maria da Silva. Dissertação (Mestrado em Engenharia Agrícola, Tecnologia Pós-Colheita) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas. Orientadora: Juliana Aparecida Fracarolli. Coorientador: Daniel Terao. 2022. 140 f.      
Parceria/partes: UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas,   
Conteúdo: Resumo: A laranja ‘Lima’ é uma fruta de grande potencial econômico, principalmente para consumo in natura. No entanto, perdas pós-colheita significativas têm ocorrido especialmente devido a podridão azeda. A demanda por tecnologias limpas e eficazes no controle do patógeno aumentou, visto que há falta de métodos eficazes e seguros, alternativos ao uso de agroquímicos. Primeiramente, devido à incerteza quanto ao agente causal da doença, visto que existem duas espécies fúngicas citadas na literatura, realizou-se a identificação morfológica e molecular de um isolado de uma amostra de laranja “Lima’ sintomática coletada no produtor na cidade de Engenheiro Coelho/SP. O resultado da identificação revelou que o agente causal é o Geotrichum citri-aurantii. Objetivou-se, então, neste projeto avaliar a eficiência de tecnologias limpas, aplicadas individualmente ou combinadas, no controle do G. citri-aurantii, por meio de ensaios in vitro e in vivo na pós-colheita em laranja ‘Lima’. Duas tecnologias foram estudadas: Radiação UV-C nas doses 0,10; 0,5; 1,0; 2,0; 3,0; 4,0 e 5,0 kJ/m² e tratamento hidrotérmico por imersão em água quente a temperatura entre 60,3 e 71,7°C e tempo de exposição entre 15 a 49 segundos. Os ensaios para avaliar as combinações de temperatura e tempo de exposição no tratamento hidrotérmico e no tratamento combinado (hidrotérmico + UV-C) foram otimizadas utilizando o planejamento experimental CCD. Os estudos in vitro mostraram que a exposição a dose de radiação UV-C a partir de 0,10 kJ/m² inibiu completamente a germinação de esporos, no entanto, não inibiu totalmente o crescimento micelial mesmo na dose de radiação UV-C de 5 kJ/m². Os testes in vitro demonstraram que a temperatura de 62°C por 35 segundos foi suficiente para inibir a germinação de esporos, sendo necessários 45 segundos para inibir o crescimento micelial. No entanto, os ensaios in vivo demonstraram que o tratamento hidrotérmico em temperaturas elevadas não foi eficiente no controle da podridão azeda, uma vez que danificava a epiderme da fruta, aumentando a severidade da doença. Os resultados dos ensaios in vivo revelaram que o melhor resultado no controle da podridão azeda em laranja ‘Lima’ foi obtido em frutas submetidas a radiação a dose de 4 kJ/m². Com base nas análises físico-químicas, a radiação UV-C preservou a firmeza e qualidade da cor da epiderme da fruta, e retardou o processo de senescência das laranjas.  
Observaçao:  (ID_PAT: 29985)
9
Plano de Ação: 20.19.02.006.00.01  
Descrição: BETTIOL, W.   Desenvolvimento de formulações de Trichoderma para uso na promoção de crescimento de plantas e controle de Sclerotinia sclerotiorum.  
Aluno: Lucas Guedes Silva. Tese (Doutorado em Agronomia/Proteção de Plantas) - Universidade Estadual Paulista - Faculdade de Ciências Agronômicas, Botucatu, SP. Orientador: Wagner Bettiol. 2022. 95 p.     
Parceria/partes: UNESP - Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho,   
Conteúdo: Resumo: Fungos do gênero Trichoderma apresentam um complexo arsenal de mecanismos envolvidos na proteção de plantas, os quais incluem supressão de fitopatógenos, promoção de crescimento e mitigação de estresses abióticos em plantas. Para tanto, a seleção de potenciais isolados deve ser realizada de forma criteriosa, pois Trichoderma spp. são altamente diversificadas em eficácia na supressão de patógenos de plantas, apresentando respostas variadas de acordo com as cepas que estão sendo confrontadas. Outros desafios estão relacionados a multiplicação, o armazenamento, e no desenvolvimento de formulações estáveis e com vida de prateleira adequada, os quais afetam a oferta e qualidade de produtos no mercado. Os objetivos do presente trabalho foram selecionar e caracterizar isolados de Trichoderma spp. promotores de crescimento em algodoeiro e com atividade biocontroladora à escleródios de Sclerotinia sclerotiorum, otimizar a produção de Trichoderma asperelloides em farinha de arroz, e desenvolver formulações granulares a base de farinha de arroz que combinem alta vida de prateleira, conidiação, e eficiência de biocontrole a escleródios de S. sclerotiorum. T. asperelloides apresenta maior eficiência no controle de S. sclerotiorum, enquanto o efeito bioestimulante no crescimento do algodoeiro foi mais pronunciado com T. lentiforme. Na otimização da produção de T. asperelloides na farinha de arroz, o teor de nitrogênio (0,1% p/p) e o tipo de fermentador (erlenmeyer) tiveram efeitos significativos na obtenção de maiores rendimentos, enquanto a levedura hidrolisada (Hilyses®) foi a melhor fonte de nitrogênio. As formulações GCont., GBT., GBent. e GOrg. + BT. foram as que formaram o maior número de UFC após reidratação em ágar-água. A viabilidade à temperatura ambiente foi mantida estável por até 3 meses nas formulações GCont. e GBent., enquanto em condições refrigeradas a viabilidade foi mantida por 12 meses nas formulações GBent. e GOrg. + BT. Não foram observadas diferenças significativas na inibição da germinação miceliogênica de S. sclerotiorum in vitro pela aplicação da formulação GCont. nas doses de 5 × 104, 5 × 105 ou 5 × 106 UFC g-1 de solo, mantendo um índice de controle de escleródios em 79,2; 87,5; e 93,7%, respectivamente. Desta forma, T. asperelloides CMAA 1584 apresenta maior eficiência no controle de S. sclerotiorum, enquanto T. lentiforme CMAA 1585 é mais indicado como bioestimulante em plantas de algodão. 
Observaçao: Acessível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/238589 (ID_PAT: 31860)
10
Plano de Ação: 20.19.02.006.00.01  
Descrição: BETTIOL, W.   Avaliação de métodos de fermentação e formulação de Bacillus velezensis para uso como bioprotetor na agricultura.  
Aluna: Lais Mayara Melo Dure. Tese (Doutorado em Agronomia/Proteção de Plantas) - Universidade Estadual Paulista - Faculdade de Ciências Agronômicas, Botucatu, SP. Orientador: Wagner Bettiol. 2022. 67 p.     
Parceria/partes: UNESP - Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho,   
Conteúdo: Resumo: Bacillus é um dos gêneros de bactérias com diversidade biotecnológica reconhecidos por secretarem vários metabólitos que promovem o crescimento das plantas e previnem a infecção por patógenos. O presente trabalho teve como objetivo otimizar a produção de endósporos do isolado de Bacillus velezenses AP-3 via fermentação líquida e fermentação semi-sólida; produzir uma formulação de fungicida biológico à base de endósporo, bem como avaliar o potencial como agente de controle de Sclerotinia sclerotiorum e Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici e como promotor de crescimento em plantas de feijão. Os ensaios foram conduzidos no Laboratório de Microbiologia Ambiental “Raquel Ghini” e em Casa de Vegetação da Embrapa Meio Ambiente, Jaguariúna, SP. Nos ensaios conduzidos em laboratório foram otimizadas combinações entre variáveis que interferem no processo fermentativo, tanto em meio semi-sólido, como líquido. A partir de suspensões destes meios foi estudado o potencial antagonista do isolado por meio da produção de antibióticos e metabólitos contra S. sclerotiorum e F. oxysporum f. sp. lycopercisi. Também foram obtidas formulações em pó utilizando talco e fécula de batata. O ensaio de promoção de crescimento de plantas consistiu em avaliar os formulados em diferentes formas de aplicação (tratamento de semente, aplicação no sulco de semeadura e tratamento de sementes em associação com aplicação em sulco de semeadura). As modificações de variáveis no meio de cultura alteraram a quantidade de endósporos produzidos por B. velezensis AP-3. A produção via fermentação em estado sólido com farinha de arroz e fécula de batata foi viável quando fermentadas por 7 dias em meio com 60% de umidade, sendo as maiores medias de concentrações de 2,06 x 10 8 e 1,82 x 10 8 UFC g -1 . Por outro lado, o meio de Melaço + Farelo de Algodão produziu 1,69 x 10 9 UFC mL -1 de endósporos de B. velezensis via fermentação submersa. As formulações obtidas a partir dos endósporos produzidos via fermentação submersa em mistura com talco e fécula de batata apresentaram viabilidade estável em formulações por até 226 dias (última avaliação). O isolado inibiu o crescimento micelial dos dois patógenos testados, além disso, apresentou potencial para promoção de crescimento de plantas de feijão influenciando positivamente o desenvolvimento do sistema radicular. 
Observaçao: Acessível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/239163 (texto completo embargado até 20/01/2024) (ID_PAT: 31876)
11
Plano de Ação: 22.16.05.021.00.05  
Descrição: NOGUEIRA, S. F.   Sensoriamento remoto aplicado ao modelo SAFER na estimativa de parâmetros biofísicos de cultivos.  
Aluna: Samira Luns Hatum de Almeida. Tese (Doutorado em Agronomia/Produção Vegetal) - Universidade Estadual Paulista - Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Jaboticabal, SP. Coorientadora: Sandra Furlan Nogueira. 2022. 91 p.     
Parceria/partes: UNESP - Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho,   
Conteúdo: Resumo: O sensoriamento remoto (SR) é um importante ferramente na estimativa de parâmetros biofísicos das culturas, e tem possibilitado a criação de metodologias precisas, menos morosas e capazes de considerar a variabilidade dos campos de produção. Aliar o SR a variáveis climatológicas, pode melhor a precisão de modelos de estimativa de variáveis biofísicas das culturas e ainda considerar as individualidades e adversidades de cada região. Nesse contexto, o Simple Algorithm for Evapotranspiration Retrieving (SAFER) combina o comportamento espectral da cultura e dados meteorológicos com o objetivo de estimar a evapotranspiração real das culturas, processo relacionado ao seu desenvolvimento. Dito isso, objetivou-se com esta pesquisa avaliar o potencial do sensoriamento remoto aplicado ao modelo SAFER na estimativa: (i) de massa de forragem em sistemas de produção animal; (ii) na estimativa de maturação do amendoim. O experimento com pastagem foi desenvolvido no estado de São Paulo, Brasil, nos sistemas de produção animal a pleno sol e silvipastoril, por quatro ciclos completos da forragem, com a utilização do sensor proximal CropCircle. Já os experimentos com a cultura do amendoim foram desenvolvidos no estado da Georgia, EUA em três campos comerciais. A reflectância ao longo do ciclo foi obtida a partir de imagens do satélite PlanetScope. Os resultados demonstraram que o SAFER é um modelo promissor, tendo maior acurácia e precisão para estimar a massa da forragem composta por folhas e caule no sistema silvipastoril. Para o amendoim, a evapotranspiração estimada pelo SAFER apresentou correlação significativa com o índice de maturação. 
Observaçao: Acessível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/235513 (ID_PAT: 31983)
12
Plano de Ação: 24.17.01.014.02.05  
Descrição: ABREU, L. S. de   Redes alimentares alternativas na metrópole de São Paulo: movimentos de proximidade entre agricultores e consumidores em tempos de pandemia.  
Aluna: Natália Kwork Yee Cheung. Dissertação (Mestrado em Agroecologia e Desenvolvimento Rural) - Universidade Federal de São Carlos, campus Araras, Araras. Orientadora: Lucimar Santiago de Abreu. 2022. 96 f.      
Parceria/partes: UFSCar - Universidade Federal de São Carlos - campus Araras,   
Conteúdo: Nos últimos anos, nota-se um crescimento significativo de iniciativas em redes alimentares alternativas, gerando novas relações de produção, distribuição e consumo. Com a pandemia da Covid-19, evidenciou-se a urgência da transformação dos sistemas alimentares em prol de práticas mais sustentáveis na agricultura. A presente pesquisa tem como objetivo compreender se a pandemia provocou mudanças qualitativas na relação de proximidade e nos valores compartilhados entre agricultores e consumidores nas redes de alimentos orgânicos da cidade de São Paulo. A investigação foi conduzida a partir de revisão de literatura e pesquisa de campo, a qual incluiu entrevistas semi-estruturadas com agricultores de uma cooperativa de orgânicos e questionários estruturados com duas redes de consumidores. A comercialização dos alimentos orgânicos foi impactada pontualmente nos meses mais críticos da Covid-19, entretanto, esse período trouxe inovações nas formas de escoar a produção e de estar em contato com os consumidores. Percebe-se que, se por um lado a pandemia limitou a proximidade física nas redes alimentares alternativas, por outro, gerou uma maior conscientização sobre a importância da alimentação saudável, e sua inter-relação com a agroecologia e a saúde humana, animal e ambiental.  
Observaçao: Acessível em: https://repositorio.ufscar.br/browse?type=author&value=Cheung%2C+Nat%C3%A1lia+Kwok+Yee (ID_PAT: 31334)
13
Plano de Ação: 24.17.01.014.02.05  
Descrição: ABREU, L. S. de   Projeto mulheres do café e o potencial do uso das mídias digitais para a comercialização.  
Aluno: Arthur Moriconi. Dissertação (Mestrado em Agroecologia e Desenvolvimento Rural) - Universidade Federal de São Carlos, campus Araras, Araras. Orientadora: Lucimar Santiago de Abreu. 2022. 64 f.      
Parceria/partes: UFSCar - Universidade Federal de São Carlos - campus Araras,   
Conteúdo: O acesso à internet e aos meios digitais aumentaram significativamente e ganharam proporções relevantes no meio rural. Tornaram-se um meio para a comercialização da produção de café do grupo de produtoras vinculadas ao projeto “Mulheres do Café”, instituído pelo Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER, em 2013, com a participação de 250 mulheres de 12 municípios da região do Norte Pioneiro - PR que busca promover avanços sociais e inserção econômica para o coletivo de mulheres. O objetivo do trabalho é analisar as influências diretas e indiretas das mídias sociais no processo de comercialização dos cafés produzidos por esse grupo de produtoras e avaliar em que medida o acesso aos meios digitais estimula a promoção social e econômica durante a pandemia da Covid-19. Portanto, será crucial salientar especialmente as conexões, a partir de plataformas digitais de comercialização. Esta avaliação envolve um conjunto de métodos qualitativos, visando compreender o acesso às mídias e às estratégias de comercialização. Simultaneamente, foram realizadas entrevistas com base em um roteiro semiestruturado para compreender e descrever densamente o papel das mídias sociais no processo de comercialização do café, verificando como o processo ocorre e quais são os requisitos para participação, os benefícios e desafios. Com os dados coletados, foram observados avanços na comercialização gerado pelas mídias sociais, principalmente no período pandêmico, substituindo meios de comercialização presenciais. O conhecimento gerado subsidia a formulação de políticas públicas e a melhoria da renda das famílias, bem como, o funcionamento das associações, cooperativas e instituições privadas e/ou públicas.  
Observaçao: Acessível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/17314 (ID_PAT: 31918)
14
Plano de Ação: 30.19.00.160.00.02  
Descrição: BUFON, V. B.   Efeito da fertirrigação com vinhaça no desenvolvimento inicial da cana-de-açúcar, na condutividade e teor de potássio no solo.  
Aluno: Leandro Renato Giunzioni Lance. Dissertação (Mestrado em Agricultura e Ambiente) – Universidade Federal de São Carlos, Araras, SP. Coorientador: Vinicius Bof Bufon. 2022. 36 f.     
Parceria/partes: UFSCar - Universidade Federal de São Carlos - campus Araras,   
Conteúdo: Resumo: A utilização da vinhaça como fonte de potássio para a cana-de-açúcar traz importante economia na utilização de fertilizantes, além de ser uma destinação adequada ao resíduo da produção sucroenergética. Apesar disso, sua utilização em períodos de baixa extração de potássio pode comprometer o desenvolvimento inicial da cultura em função da elevação da salinidade do solo. Além disso, pode ocorrer lixiviação do potássio, contaminando o solo e o lençol freático. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da aplicação localizada de vinhaça no desenvolvimento inicial da cana-de-açúcar, na salinidade do solo e na lixiviação do potássio. Para isso, foi conduzido um experimento em duas áreas com solos de diferentes texturas, sendo a primeira área na Fazenda Santa Rita (SR), Pirassununga – SP, com solo de textura grossa (arenoso), e a segunda na Fazenda Batatais (BT), Batatais – SP, com solo de textura fina (argiloso). O experimento foi realizado em diferentes períodos para cada área, buscando as condições extremas de disponibilidade hídrica para a planta. Na SR o experimento foi realizado em época de baixa pluviosidade e na BT, em período de elevada pluviosidade. As variáveis medidas foram a condutividade elétrica (CE) na camada de 0-40 cm e o teor de potássio (camadas de 0-40 cm e 75-85 cm), ambas no solo; e o desenvolvimento inicial da cana, por meio do número de perfilhos e da biomassa fresca das plantas. Amostras de solo foram coletadas em três períodos diferentes, em função da data de aplicação dos tratamentos (1 dia antes, 1 dia depois e 30 dias depois), sendo eles: (i) aplicação localizada de vinhaça (Vlocal); (2) aplicação de vinhaça em área total (Vtotal); (3) aplicação de água localizada (W); e (4) testemunha (T). Para avaliar a lixiviação de potássio foram coletadas amostras na camada do solo de 75 a 85 cm de profundidade, 75 dias após a aplicação dos tratamentos. Na SR ocorreu elevação da CE e do teor de potássio nas camadas 0 a 40 cm, sendo que essa elevação se manteve 30 dias após a aplicação dos tratamentos. Nessa área houve redução na quantidade de perfilhos e de biomassa fresca no tratamento 1 (Vlocal). Na BT houve elevação da CE na camada 0 a 40 cm um dia após a aplicação dos tratamentos, porém após 30 dias já não apresentava diferença na camada 0 a 20 cm. Nessa área não foram observadas diferenças significativas entre os tratamentos no que se refere ao desenvolvimento inicial. Em ambas as áreas, não houve lixiviação de potássio para a camada 75 a 85 cm em nenhum tratamento. Conclui-se que a aplicação localizada de vinhaça pode elevar a salinidade do solo onde se desenvolve o sistema radicular da cana em seu desenvolvimento inicial. Essa elevação de salinidade por um período superior a 30 dias foi suficiente para reduzir o desenvolvimento inicial da cultura. A ausência de aplicação de potássio não prejudicou o desenvolvimento inicial da cana em nenhuma das áreas. A aplicação localizada de vinhaça nos ambientes avaliados não apresentou risco de lixiviação, porém recomenda-se novos estudos em ambientes com solo de textura arenosa e elevada pluviosidade. 
Observaçao: Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/17197. (ID_PAT: 32014)
15
Plano de Ação: 30.19.90.012.00.02  
Descrição: HALFELD-VIEIRA, B. A.   Identificação e prevalência de fungos associados à cultura da macadâmia.  
Aluna: Rosicléia da Silva. Dissertação (Mestrado em Agronomia, Proteção de Plantas) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agronômicas, Botucatu. Orientador: Bernardo de Almeida Halfeld Vieira (CNPMA). 2022. 80 f.      
Parceria/partes: UNESP - Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho,   
Conteúdo: Resumo: A macadâmia é uma noz originária das florestas tropicais e subtropicais da Austrália, e vem ganhando destaque devido a sua importância no setor alimentício e de cosméticos. A produção mundial é liderada pela África do Sul e Austrália. No Brasil, o estado de São Paulo é o maior produtor. Dada a importância dessa cultura em expansão e à escassez de informações referentes a problemas fitossanitários no Brasil, o presente trabalho teve como objetivos identificar os microrganismos associados e os fitopatogênicos à cultura da macadâmia, bem como definir as suas épocas de ocorrência, temperatura ideal de crescimento e sensibilidade a fungicidas. Os órgãos da planta com sintomas de doenças e/ou sinais de colonização fúngica foram coletados mensalmente, por três anos consecutivos (2019, 2020 e 2021) em áreas de cultivo de macadâmia, predominantemente, em Dois Córregos, SP. Isolados representativos com patogenicidade confirmada foram identificados por caracterização morfológica e molecular. Ensaios do efeito da temperatura no crescimento micelial de Cladosporium sp., utilizando as temperaturas 20-30 °C, e dos isolados Lasiodiplodia sp. e Colletotrichum sp. com as temperaturas 23-30 °C foram realizados bem como a sensibilidade desses isolados a seis fungicidas distintos. As principais doenças, seus agentes causais e época de prevalência foram: cancro do caule, causado por Lasiodiplodia pseudotheobromae (novembro a abril); seca do rácemo causada por Cladosporium xanthochromaticum (março a agosto) e podridão do fruto causada por Colletotrichum siamense (abril de 2021). Os fungos C. xanthochromaticum e C. siamense apresentaram melhor desenvolvimento a 23 °C e L. pseudotheobromae a 30 °C. Quanto aos fungicidas, hidróxido de cobre inibiu a germinação de C. xanthochromaticum; epoxiconazol + piraclostrobina, clorotalonil, azoxistrobina + ciproconazol e fluxapiroxade + piraclostrobina inibiram tanto C. xanthochromaticum, L. pseudotheobromae e C. siamense; e procimidona inibiu somente o crescimento de L. pseudotheobromae. Os três fungos associados às doenças na macadâmia são relatados pela primeira vez no Brasil, sendo o primeiro relato de C. xanthochromaticum e C. siamense como agentes causais da seca do rácemo e podridão do fruto em macadâmia, respectivamente. 
Observaçao: Acessível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1152164/1/Halfeld-Vieira-Identificacao-macadamia-2022.pdf (ID_PAT: 32003)
16
Plano de Ação: 30.21.90.023.00.02  
Descrição: HALFELD-VIEIRA, B. A.   Compostos estruturais bacterianos extraídos de Xanthomonas spp. como indutores de resistência à mancha bacteriana e ao oídio do tomateiro.  
Aluno: Valdeir Nunes Carvalho. Tese (Doutorado em Agronomia, Proteção de Plantas) - Universidade Estadual Paulista. Orientador: Bernardo de Almeida Halfeld Vieira (CNPMA). 2022. 129 f.     
Parceria/partes: UNESP - Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho,   
Conteúdo: Resumo: Dentre os elicitores envolvidos na ativação de respostas de defesa em plantas, alguns constituintes estruturais de bactérias fitopatogênicas, tais como: lipopolissacarídeos (LPS) e flagelina oriundas de bactérias do gênero Xanthomonas que desencadea respostas de defesa nas plantas. Nesse estudo, foram realizadas análises de diferentes concentrações de extratos brutos de LPS e flagelos espécies não compatíveis de Xanthomonas, para verificar capacidade de reduzir a severidade da mancha bacteriana e oídio do tomateiro. Além disso, foram realizados estudos de atividades de enzimas e genes relacionados a defesa vegetal, teste com produtividade e diferentes modos de aplicação. Os testes para ajuste de concentração seguiram: DIC com 1 indutor LPS ou flagelos x 4 concentrações x 10 repetições. As concentrações: 10,6, 5,3, 2,65, 1,3 micrograma/ml e 16,7, 8,35, 4,17 e 2,08 micrograma/ml (LPS e Flagelos, respectivamente). As avaliações foram realizadas estimando-se a severidade da doença aos 7, 9, 12, 14 e 21 dias após a inoculação do patógeno. Os testes de produtividade e modo de aplicação seguiram em DIC: inoculado com X. euvesicatoria pv. perforans e não inoculados com X. euvesicatoria pv. perforans x três modos de aplicação. Foram selecionadas 3 réplicas dos melhores tratamentos dos ensaios anteriores paraa análise da expressão gênica em qPCR em tempo real com genes PAL e PPO (LPS) e PAL, PPO e POX (Flagelina). Na análise de flagelos foram avaliados também atividades enzimáticas relacionadas aos genes estudados para expressão. Nesses estudos, conclui-se que o LPS tem efeito positivo na concentração de 7,3 micrograma/ml, associando a eficiência na redução da severidade da mancha bacteriana, e os flagelos com a menor intensidade da doença estimada para uma concentração de 8,9 micrograma/mL. Ambos os elicitores desencadearam aumento da atividade de genes, e a flagelina é capaz de induzir enzimas de respostas de defesa. Os métodos PCV e o método via solo foram os métodos mais eficientes para LPS, e para flagelos o método via solo pode ser recomendado. Esses métodos aliaram menor severidade da doença e bons parâmetros de produtividade. 
Observaçao: Acessível em: http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1152189/1/Halfeld-Vieira-Compostos-estruturais-2022.pdf (ID_PAT: 32004)
Voltar