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| Plano de Ação: | ..... |
| Descrição: | BETTIOL, W.; MASCARIN, G. M. Consórcios de microrganismos produtos biológicos para uso na agricultura. Aluno: Peterson Sylvio de Oliveira Nunes. Tese (Doutorado em Agronomia/Fitopatologia, Fitopatologia) - Universidade Federal de Lavras, Lavras. Orientador: Wagner Bettiol; Coorientador: Gabriel Moura Mascarin, 2024. 127 p. |
| Parceria/partes: | UFLA - Universidade Federal de Lavras, |
| Conteúdo: | Resumo: Os micro-organismos benéficos desempenham um papel crucial na agricultura moderna, atuando como biopesticidas, biostimulantes/biofertilizantes e mitigadores de estresse abiótico em culturas. Suas funções multifacetadas contribuem significativamente para a saúde e a sustentabilidade das colheitas, alinhando-se com os princípios da agricultura regenerativa ao minimizar as pegadas de carbono e reduzir a dependência de insumos agrícolas químicos. O conceito de \'consórcios microbianos\', que envolve a combinação de múltiplas espécies ou cepas de fungos e bactérias, tem recebido reconhecimento por seus potenciais benefícios em comparação com as aplicações de espécies/cepas únicas. Este método visa empregar um espectro de funções ecológicas, incentivando o equilíbrio biológico dentro dos sistemas agrícolas. Pesquisas recentes destacam como os consórcios microbianos podem melhorar diretamente e indiretamente a saúde das plantas, por meio de diversos mecanismos e interações com suas plantas hospedeiras. Esta revisão apresenta exemplos que demonstram a eficácia dos consórcios microbianos como biopesticidas e biostimulantes/biofertilizantes. Esses consórcios mostram potencial no manejo de doenças e pragas em plantas, ao mesmo tempo em que promovem o crescimento das plantas e mitigam estresses abióticos específicos em culturas. Além disso, esta tese explora, no capítulo um, uma revisão sobre o uso recente e as perspectivas futuras de consórcios microbianos na agricultura, apresentando exemplos do dinâmico mercado brasileiro de produtos biológicos. No capítulo dois, são explorados o duplo potencial de fungos, tanto para controle de pragas como para controle de doenças de plantas, podendo ser utilizados no manejo integrado. Esta tese visa não apenas destacar as possibilidades emergentes nesse campo, mas também fornecer exemplos sobre estratégias promissoras para manejo da murcha do feijoeiro e mosca branca. |
| Observaçao: | Título em inglês: Microbial consortium of biological products for agriculture. (ID_PAT: 36126) |
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| Plano de Ação: | ..... |
| Descrição: | MELO, I. S. de Bioprospecção de agentes microbianos para o controle da ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi).
Aluno: Daniel Eiji Hinoue de Souza. Dissertação (Mestrado em Ciências, Microbiologia Agrícola) - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Piracicaba. Orientador: Itamar Soares de Melo, 2025. 69 p. |
| Parceria/partes: | USP - Universidade de São Paulo, |
| Conteúdo: | Resumo: A produção sustentável de alimentos e energia limpa e acessível são metas a serem atingidas até 2030 como definido pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas). A soja é uma importante cultura agrícola cujos grãos podem ser utilizados tanto para a alimentação humana e animal, quanto para a produção de biocombustíveis a partir do seu processamento físico-químico. O principal fitopatógeno da sojicultura atualmente é o fungo Phakopsora pachyrhizi, agente causador da ferrugem asiática da soja que em ambientes de alta suscetibilidade pode provocar perdas de até 70% da produção. O controle da ferrugem asiática vem sendo um desafio para as regiões produtoras que frequentemente utilizam fungicidas sintéticos e cultivares resistentes com relativo sucesso, contudo com o surgimento de novas raças do fitopatógeno resistentes aos métodos tradicionais de controle, novas formas de manejo como a utilização de bioinoculantes que promovam o controle biológico da doença não é só desejável, como necessária tendo em vista o aspecto fitossanitário e ambiental da cadeia produtiva da soja. Neste sentido, sucessivas etapas de screening foram realizadas visando à seleção de microrganismos isolados da filosfera da soja e da rizosfera de plantas da Caatinga com atividade antagonista que promovesse o controle da ferrugem asiática da soja, avaliada através da inibição da germinação de urediniósporos e diminuição da severidade de plantas inoculadas com o fitopatógeno em condições em casa de vegetação. Posteriormente, a linhagem Streptomyces araujoniae CMAA 894 apresentou o melhor desempenho como observado pela diminuição de até 70% da área lesionada e o perfil de seus metabólitos secundários foram avaliados, revelando a presença de vários membros de antibióticos da família das bafilomicinas. Além disso, S. araujoniae CMAA 894 e outros microrganismos antagonistas selecionados tiveram outras características promotoras de crescimento de plantas. Os resultados deste trabalho corroboram para que o já estudado isolado CMAA 894 seja um excelente agente de controle visando à ferrugem asiática. Contudo, novos estudos, especialmente aqueles referentes à formulação de inóculo com o microrganismo, devem ser realizados para a formulação de um inoculante inédito. |
| Observaçao: | DOI: https://doi.org/10.11606/D.11.2025.tde-26062025-153420 Título em inglês: Bioprospecting of microbial agents for the control of asian soybean rust (Phakopsora pachyrhizi). (ID_PAT: 36132) |
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| Plano de Ação: | ..... |
| Descrição: | BIASOTO, A. C. T. Influência de leveduras autóctones associadas a termovinificação na qualidade do vinho ‘Syrah’ do Vale do São Francisco. Aluna: Islaine Santos Silva. Tese (Doutorado em Ciência de Alimentos) - Universidade Federal da Bahia, Salvador. Orientadora: Aline Telles Biasoto Marques, 2025. 211 f. |
| Parceria/partes: | UFBA - Universidade Federal da Bahia, |
| Conteúdo: | Resumo: Compostos fenólicos, como antocianinas e taninos, são fundamentais para a qualidade sensorial e estabilidade dos vinhos tintos. Nesse sentido, a termovinificação surge como uma alternativa para proporcionar maior extração desses compostos bioativos. É uma técnica de vinificação emergente, na qual anteriormente a fermentação alcóolica, o mosto de uva permanece em contato com as cascas por algumas horas e é submetido a altas temperaturas. A fermentação alcóolica ocorre então após a prensagem do mosto, o que faz com que os compostos voláteis gerados durante a etapa predominem sobre os aromas varietais da uva, tornando crucial a escolha da levedura. Nessa lógica, o emprego de leveduras autóctones na fermentação de mostos termovinificados surge como uma estratégia promissora para conferir identidade regional e complexidade sensorial aos vinhos. O presente trabalho incialmente testou três diferentes temperaturas de termovinificação (55, 65 e 75ºC) para a elaboração do vinho tinto a partir da cultivar Syrah. A temperatura de 65ºC por 2h foi escolhida como a melhor condição de termovinificação, uma vez que além de proporcionar maior extração dos compostos fenólicos com capacidade antioxidante, também originou o vinho com melhor intensidade de coloração e aceitação por consumidores. Na sequência, avaliou-se o impacto da técnica de termovinificação (65ºC, 2h) associada ao uso de leveduras autóctones no processo fermentativo e na qualidade do vinho. As duas leveduras autóctones empregadas (Hanseniaspora opuntiae e Saccharomyces cerevisiae) foram isoladas de uvas Vitis viniferas da mesma região do vinho produzido, Submédio do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil. A levedura comercial utilizada como controle foi a Saccharomyces cerevisiae var. bayanus. Adicionalmente, também foi testada a fermentação alcóolica conduzida de maneira espontânea. Todas as leveduras foram testadas aplicando-se a técnica de termovinifcação e a vinificação tradicional (controle), com maceração concomitante à fermentação alcoólica (maceração durante 7 dias a 24ºC). Durante a fermentação alcoólica, açúcares e álcoois foram quantificados por cromatografia líquida (HPLC-RID), permitindo o acompanhamento da cinética fermentativa, que incluiu ainda a avaliação da viabilidade celular, taxa de formação de etanol e consumo de açúcares. A caracterização físico-química dos vinhos foi realizada segundo procedimentos clássicos da Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV). O perfil metabolômico dos vinhos foi avaliado a partir da quantificação dos teores de compostos voláteis (GC-FID e GC-MS), fenólicos (HPLC-DAD), e ácidos orgânicos (HPLC-RID-DAD). Adicionalmente, uma equipe de enólogos experts realizou a avaliação sensorial descritiva, baseada na técnica de Análise Descritiva Quantitativa (ADQ®) para definição do perfil sensorial dos vinhos, sendo estes resultados complementados com a realização de um teste com consumidores. A associação da técnica de termovinificação com o uso das leveduras autóctones Hanseniaspora opuntiae e Saccharomyces cerevisiae, mostrou-se promissora por promover ao vinho maiores concentrações de compostos fenólicos, especialmente dos ácidos gálico, caféico e ferúlico, (+)−catequina, (−)−epicatequina, procianidinas B1 e B2, e trans-resveratrol, e compostos voláteis com maior impacto sensorial positivo, com destaque para ésteres descritos como frutados e terpenos descritos como florais. Na análise sensorial este vinho se destacou em intensidade de cor rubi, aroma de frutas vermelhas e aroma de especiarias. O teste de consumidor mostrou que todos os tratamentos testados foram bem aceitos, recebendo notas acima de 6,0. Esta pesquisa apresenta alternativas para a elaboração de vinho tinto com maior tipicidade, além de potencial nutracêutico, como forma de agregar valor à bebida sendo especialmente relevante para o Submédio do Vale do São Francisco, região vitivinícola em ascensão que obteve recentemente a Indicação de Procedência (IP). O uso de microrganismos locais pode contribuir para a autenticidade dos vinhos, reforçando a identidade regional do Terroir e seu reconhecimento geográfico, além de ampliar a competitividade do produto no mercado nacional e internacional. |
| Observaçao: | Acessível em: Pendência: aguardar versão publicada no repositório da UFBA (https://pgalimentos.far.ufba.br/pt-br/9a-tese-de-doutorado-emprego-de-leveduras-autoctones-isoladas-de-variedades-de-uvas-cultivadas-no). (ID_PAT: 37221) |
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| Plano de Ação: | 10.24.00.040.00.02 |
| Descrição: | TERAO, D. Ozonização de óleos minerais par uso na agricultura. Aluna: Carla Gisele de Freitas Vieira. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade Federal de São Paulo, Diadema. Coorientador: Daniel Terao, 2025. 101 f. |
| Parceria/partes: | UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo, |
| Conteúdo: | Resumo: A manutenção da qualidade pós-colheita de frutas tropicais, como a laranja, é um desafio devido à ação de fitopatógenos. O uso contínuo de fungicidas favorece a seleção de espécies resistentes e levanta preocupações ambientais e toxicológicas. O ozônio surge como alternativa por seu amplo espectro antimicrobiano, ausência de resíduos e baixa indução de surgimento de raças resistentes de fungos. Apesar do potencial, seu uso gasoso é perigoso e, em água, limitado pela curta meia-vida. Assim, esta dissertação investigou o uso de óleos minerais como meio de armazenamento e aplicação de ozônio no tratamento pós-colheita de frutos cítricos. Foram avaliados quatro óleos: o óleo mineral puro (Nujol®, composto apenas por hidrocarbonetos saturados) e três óleos agrícolas comerciais — Assist®, Argenfrut® e Agefix® — que, além de hidrocarbonetos, contêm tensoativos aniônicos e não iônicos. Após a ozonização por 24 horas, o Nujol preservou suas propriedades físico-químicas; já os óleos comerciais exibiram turvação, coloração amarelada e separação de fases, mudanças atribuídas à oxidação dos aditivos. A presença de ozônio em todos os óleos foi confirmada por espectroscopia no UV-Vis e a análise termogravimétrica indicou que o tratamento não comprometeu a estabilidade térmica de nenhum dos óleos. O Nujol alcançou uma concentração de aproximadamente 705 ppm. Em contrapartida, os óleos comerciais apresentaram valores mais elevados: Assist, com cerca de ~2632 ppm, seguido por Argenfrut (~2353 ppm) e Agefix (~2029 ppm), refletindo a influência de aditivos em suas formulações na solubilização do ozônio. Em ensaios in vitro, a água mantida em contato com os óleos ozonizados inibiu 100 % do crescimento de Geotrichum citri-aurantii e inibição parcial de Penicillium digitatum, principais patógenos pós-colheita de citros. Esses resultados demonstram que a ozonização de óleos minerais é uma estratégia promissora para armazenar ozônio de forma segura e eficaz, e assim, reduzir o uso de fungicidas sintéticos no setor frutícola. |
| Observaçao: | (ID_PAT: 36519) |
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| Plano de Ação: | 30.19.90.012.00.02 |
| Descrição: | HALFELD-VIEIRA, B. A. Alternativas de controle das principais doenças em macadâmia (Macadamia integrifolia) e diversidade de espécies de Cladosporium que incidem na cultura no Brasil. Aluno: Marcos Giovane Pedroza de Abreu. Tese (Doutorado em Agronomia - Proteção de Plantas) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquista Filho, Botucatu. Orientador: Bernardo de Almeida Halfeld Vieira, 2025. 114 f. |
| Parceria/partes: | UNESP - Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, |
| Conteúdo: | Resumo: A macadâmia (Macadamia integrifolia) é uma cultura de alto valor agregado e sua noz é muito apreciada tanto no mercado nacional quanto internacional, isto devido ao seu sabor e suas características nutricionais, que a coloca como um alimento altamente saudável e benéfico a saúde. Alguns patógenos têm limitado o desenvolvimento e a produtividade da cultura. Além disso, para o controle destes, não há defensivos registrados no Brasil. Portanto, o uso do controle biológico se torna uma medida potencialmente mais sustentável, sendo uma medida ecologicamente amigável e eficiente. Assim, este trabalho teve como objetivo promover o controle da queima de rácemos (Cladosporium xanthochromaticum) e cancro do caule (Lasiodiplodia pseudotheobromae) em macadâmia (M. integrifolia) por meio de agentes de controle biológico. Bactérias antagonistas foram isoladas a partir de racemos de macadâmia. Isolados obtidos foram testados contra C. xanthochromaticum e L. pseudotheobromae in vitro e in vivo. Os melhores antagonistas obtidos a partir de testes in vitro, foram utilizados em experimentos a campo (C. xanthochromaticum) e em mudas sobre condições de casa de vegetação (L. pseudotheobromae), este, utilizando variedades de combinações porta-enxerto/cultivares. Nos ensaios com mudas, inicialmente foi realizado experimentos para determinar a virulência de isolados de L. pseudotheobromae sobre três variedades (HAES 741, HAES 333 e IAC 4-12B). Foi realizado também para os antagonistas testes a fim de se determinar os mecanismos de ação pelo quais exercem atividade de biocontrole e alguns foram submetidos a testes de compatibilidade com ingredientes ativos registrados para a cultura. Para a queima dos racemos (C. xanthochromaticum), estirpes de Serratia ureilytica e Bacillus subtilis destacaram-se no controle do fitopatógeno, reduzindo sua incidência e esporulação. S. ureilytica reduziu tanto a incidência quanto a esporulação de C. xanthochromaticum, enquanto B. subtilis reduziu a esporulação nos experimentos realizados. Ambas demonstraram ação inibitória por compostos voláteis e não voláteis, além de competir por nutrientes. As estirpes foram compatíveis com os pesticidas testados, exceto S. ureilytica, sensível somente ao hidróxido de cobre. Para o cancro do caule (L. pseudotheobromae), a severidade da doença variou dependendo da combinação porta-enxerto/cultivar e do isolado de L. pseudotheobromae. Bacillus velezensis e Bacillus subtilis reduziram a severidade da doença, mas sua eficácia dependeu da variedade da copa. Nossos resultados indicam que a resistência ao cancro do caule em mudas enxertadas varia conforme o isoladode L. pseudotheobromae e o genótipo da copa, influenciando também a severidade da doença no porta-enxerto. Os resultados indicam que as estirpes selecionadas podem ser incorporadas ao manejo integrado de doenças na macadâmia, reduzindo o uso de defensivos químicos. Por fim, dois novos isolados de Cladosporium spp. foram submetidos a testes de patogenicidade em racemos de macadâmia e estes demonstraram ser patogênicos a cultura. Os isolados foram identificados por técnicas moleculares e caracterizados morfologicamente sendo identificados como Cladosporium tenuissimum e Cladosporium sp. |
| Observaçao: | Acessível em: https://repositorio.unesp.br/entities/publication/2afe0f12-8deb-4e32-9a16-4a4e86d7456a (ID_PAT: 36515) |